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Nacional-Benfica, 1-1: Só um a querer a pasta

ENCARNADOS PODEM TER HIPOTECADO O SEGUNDO LUGAR

Miccoli ia resolvendo sozinho um jogo que não deixa saudades, mas a substituição de Koeman foi traiçoeira. Milhões da Champions estão cada vez mais longe
Nacional-Benfica, 1-1: Só um a querer a pasta • Foto: Hélder Santos
Minuto 82. Ronald Koeman opta por tirar o esgotado Miccoli e tentar explorar o contra-ataque com a velocidade de Mantorras. Tiro na água. O técnico holandês prescindiu da única unidade que estava a colocar em sentido a defesa do Nacional.

O Benfica recuou cada vez mais e bastaram 6 minutos após a saída do avançado italiano para os madeirenses chegarem ao golo do empate. Do banco o italiano via fugir a pasta (leia-se dinheiro) da Champions que tanto trabalho lhe tinha dado manter no horizonte benfiquista ao longo do jogo.

O segundo lugar passa a ser missão quase impossível para a equipa encarnada que julgou ter a partida controlada desde o momento em que se adiantou no marcador. O empate ao cair do pano premeia a audácia de Manuel Machado nos instantes finais e o Nacional só não chegou à vitória graças a um Moretto em dia “sim”.

Fraco, fraco, fraco

Mesmo entre duas equipas que ainda tinham objectivos a conquistar, o jogo de ontem foi a prova que há jogadores a necessitar urgentemente de férias, tal foi o futebol mal jogado na Choupana.

Koeman apresentou o onze previsível, com Geovanni no lado direito, efectuando mutações constantes com Manduca no apoio a Miccoli. Mas se o holandês foi tradicional, Manuel Machado foi inovador. No meio-campo Cléber, Chainho e Bruno formaram um triângulo de músculo e o ataque ficou entregue aos alas Miguelito e Goulart. Juliano actuou como falso ponta-de-lança nunca encostando aos centrais adversários. A intenção passava por dar mobilidade ao ataque, mas a verdade é que os madeirenses também se ressentiram da falta de uma unidade de referência no ataque.

Ao longo de todo o primeiro tempo contam-se pelos dedos de uma só mão as oportunidades claras de golo. O Benfica jogava a passo enquanto o Nacional dava a iniciativa de jogo ao adversário tentando ser rápido nas transições para o ataque. O nulo registado ao intervalo não espantou ninguém.

Um belo golo

Já sem Simão, substituído por Robert muito perto do intervalo, os encarnados entraram na etapa complementar praticamente a ganhar com o golo de Miccoli. Estava feito o mais difícil tendo em conta a estratégia e nível exibicional da equipa de Koeman.

Aliás, o holandês deu um claro sinal à equipa que o importante era segurar a vantagem quando trocou Geovanni por Karagounis a cerca de meia hora do final. Antes (53’) já Manduca tinha desperdiçado a oportunidade de “matar” o jogo falhando um golo quase feito.

Águias encostadas

A 12 minutos do fim, Manuel Machado alargou a frente de ataque para quatro elementos e a defesa encarnada passou a jogar 1x1 com os avançados contrários, sofrendo os naturais desequilíbrios. Para agravar, Beto, Manuel Fernandes e Karagounis pouco ajudavam em tarefas de cobertura. Resultado: a linha defensiva encarnada recuou, recuou, recuou e o Nacional começou a acreditar cada vez mais. O golo do empate acabaria por surgir numa bola parada em que falhou sobretudo a concentração dos visitantes.

É verdade que mesmo a passo o Benfica podia ter vencido na Choupana. Mas não é menos verdade que na parte final também poderia ter perdido um jogo que pensou estar ganho demasiado cedo. Em poucas horas foi o adeus às faixas de campeão e o adeus ao segundo lugar. Terá sido o adeus de Koeman?

Árbitro

OLEGÁRIO BENQUERENÇA (3). Num jogo de grau de dificuldade diminuta não complicou. Alguns erros de pormenor que não mancharam trabalho globalmente positivo.
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