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Panorama clínico condiciona planeamento da nova época

SOKOTA FALHA PRÉ-TEMPORADA ENQUANTO MANTORRAS E ARGEL DEVEM RECUPERAR

O planeamento da nova temporada do Benfica está dependente da evolução dos casos clínicos que assolam o plantel. São vários os jogadores que seguiram para férias com lesões. E se de alguns é esperado que aproveitem o tempo de paragem para chegarem ao início de Julho a cem por cento, outros há, é certo, que não terão grandes hipóteses de integrar os trabalhos planeados por Jesualdo Ferreira para o estágio de Nyon.

Neste momento, a grande preocupação da equipa técnica encarnada chama-se Simão Sabrosa. Mesmo tendo em conta que existem outros casos graves, como o de Sokota, é para a rápida recuperação do extremo internacional português que são apontadas todas as baterias. Simão lesionou-se numa altura em que estava em grande forma, provou ser o jogador mais influente do plantel e o seu contributo é desejado o mais cedo possível. Por isso mesmo é que as águias solicitaram os serviços do fisioterapeuta António Gaspar, que poderia ter seguido com a selecção nacional para o Oriente. Gaspar ficou e tem acompanhado diariamente Simão Sabrosa, mesmo nas férias na República Dominicana. Passados dez dias, ambos regressaram ontem a Portugal, onde o jogador prosseguirá a recuperação.

Recorde-se que o tempo de paragem previsto para o ex-Barcelona, que se lesionou numa partida pela selecção principal a 27 de Março, era de quatro a seis meses. O jogador foi operado a 3 de Abril e, passado pouco mais de dois meses, tem mostrado grandes melhoras. Simão chegou inclusivamente a manifestar o desejo de estar apto no início da nova época, ou seja, daqui a um mês, mas este será um cenário difícil. A verificar-se, seria uma recuperação relâmpago para quem fez uma rotura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo.

Quem pode esquecer por completo estar na máxima condição na Suíça é Tomo Sokota. Quando muito, o jogador viajará com o plantel, mas limitar-se-á a fazer corrida, não podendo sequer fazer trabalho com bola. Chegou a dizer-se que o croata tinha cinquenta por cento de hipóteses de voltar à alta competição, dada a gravidade do problema no tendão de Aquiles. Sokota esteve a semana passada na clínica suíça onde foi operado e ficou bastante satisfeito com as novidades. Quatro meses depois da intervenção cirúrgica, foi-lhe dito que podia começar a correr. Em Fevereiro, apontou-se para um tempo de convalescença igual ou superior a dois meses. Será muito bom se o futebolista começar a treinar sem limitações daqui a sessenta dias, mas também já se disse que, antes de Outubro, Sokota dificilmente deverá voltar a jogar.

Exceptuando Simão e Sokota, Miguel, Argel e Mantorras foram os restantes elementos que "levaram" mazelas para o período de férias. Quanto ao brasileiro e ao angolano, é praticamente certo que poderão regressar recuperados.

Miguel é a única dúvida, dado que padece de um problema mais grave. Fracturou a base do pé direito há duas semanas, foi operado de imediato e o departamento médico do Benfica avançou que o jogador iria estar parado num período que poderia ir até dois meses. Nesta altura, o jogador está bastante optimista e já manifestou o desejo de estar em condições na pré-temporada. Mas a dúvida permanece.

O internacional sub-21 encerra o lote de "problemas" com que Jesualdo Ferreira terá de lidar no início da época 2002/2003. Mas o técnico sabe, pelo menos, que Zlatko Zahovic não chegará desgastado da sua (curta) participação no Mundial da Coreia e Japão.

Argel

O defesa-central brasileiro terminou a época com uma lesão na coxa direita. Ainda assim, antes de seguir de férias para o Brasil, foi operado a outro problema (início de uma pubalgia). Tem ordem para começar a correr nos próximos dias, de modo a que chegue em Portugal em condições de iniciar a pré-época.

Simão

Além de Sokota é o caso mais grave. Começou a correr há duas semanas e tem sido acompanhado de perto por António Gaspar, fazendo trabalho específico mesmo no período de férias. De qualquer forma, será difícil que os ligamentos do joelho esquerdo aguentem grandes cargas no estágio de Nyon.

Miguel

Fracturou o pé direito, foi operado de imediato e tirou o gesso a semana passada. 15 dias depois do "azar", será agora reavaliado pelo departamento médico do clube. Para já, os dois meses de paragem que chegaram a ser equacionados parecem não confirmar-se. Existe uma esperança de trabalhar no estágio.

Mantorras

Aparentemente, o angolano nunca recuperou completamente da artroscopia ao joelho direito. Terminou vários jogos, mesmo na digressão ao seu país, agarrado a um saco de gelo. A receita para cura é apenas descanso, procedimento que o avançado está a adoptar nas suas férias. Poderá estar apto para o estágio.

Sokota

É a grande incógnita. Começou a correr na quarta-feira, quatro meses depois da operação ao tendão de Aquiles. A lesão é gravíssima e é difícil apontar para uma data de regresso. Tudo depende da forma como o jogador vai suportar as crescentes cargas de trablaho. Falha, de certo, vários jogos da I Liga.
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