Paulo Gonçalves detido por suspeita de corrupção ao serviço do Benfica

Diretor do departamento jurídico das águias terá alegadamente subornado três funcionários judiciais

Paulo Gonçalves é o assessor jurídico da Benfica SAD
Luís Filipe Vieira (presidente do Benfica) e Paulo Gonçalves (assessor jurídico da SAD)
Paulo Gonçalves, assessor jurídico do Benfica
Paulo Gonçalves é o assessor jurídico da Benfica SAD
Luís Filipe Vieira (presidente do Benfica) e Paulo Gonçalves (assessor jurídico da SAD)
Paulo Gonçalves, assessor jurídico do Benfica
Paulo Gonçalves é o assessor jurídico da Benfica SAD
Luís Filipe Vieira (presidente do Benfica) e Paulo Gonçalves (assessor jurídico da SAD)
Paulo Gonçalves, assessor jurídico do Benfica

O Correio da Manhã avança que Paulo Gonçalves, diretor do departamento jurídico do Benfica e braço direito de Luís Filipe Vieira, foi esta manhã detido pela Polícia Judiciária sob suspeita de, em nome da SAD do clube, ter subornado três funcionários judiciais para lhe fornecerem peças processuais do chamado 'caso dos mails' - em que o Benfica e os seus dirigentes são investigados, no DIAP de Lisboa, por corrupção desportiva, num alegado esquema com árbitros e observadores dos mesmos.

Foi esta a forma encontrada pelos encarnados, desde junho do ano passado, para tentarem acompanhar a par e passo tudo o que estava a ser feito pela Justiça - e ao mesmo tempo anteciparem eventuais operações da PJ. Por isso a sociedade de advogados Vieira de Almeida chegou a dar formações a funcionários do Benfica sobre a forma de se comportarem em caso de buscas à SAD - e, quando as mesmas aconteceram, em outubro, a PJ chegou a encontrar documentos processuais, que estão em segredo de justiça, nas instalações do clube. Além disso, os oficiais de justiça também terão passado a Paulo Gonçalves documentos de processos em que são visados dirigentes do Sporting e do FC Porto.

Os funcionários dos tribunais de Guimarães e de Fafe entraram no sistema CITIUS - base de dados da justiça - com passwords e códigos de acesso deles e abusivamente em nome de magistrados do Ministério Público, tendo acedido centenas de vezes a processos judiciais como os casos dos mails e dos vouchers, entre outros.

Na entretanto denominada operação "e-toupeira", além de Paulo Gonçalves foi detido José Silva, técnico de informática do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ) e constituídos arguidos o funcionário judicial Júlio Loureiro e o empresário de futebol Óscar Cruz.

Entretanto, o funcionário judicial detido em Guimarães já está na PJ de Lisboa. Nogueira da Silva, que é suspeito de ter passado informação processual sob sigilo ao Benfica, chegou, pelas 15h15 à sede da Polícia Judiciária na capital.
 
As buscas no Estádio da Luz terminaram por volta das 18h15 e Paulo Gonçalves passará a noite no Estabelecimento Prisional da PJ de Lisboa.

(notícia atualizada às 20h13)


Autor: Henrique Machado/Correio da Manhã

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