Plateia do Estádio Record elogia apuramento inequívoco

Elenco de luxo assistiu ao jogo

• Foto: Pedro Ferreira

Uma defesa remodelada – com Ederson, Nélson Semedo e Lindelöf sem a experiência ideal para a Liga dos Campeões e onde Samaris surgia como central – deixava antever uma jornada complicada para o Benfica na gélida Rússia. No entanto, após a entrada personalizada da equipa de Rui Vitória, o Estádio Record acreditou que, com maior ou menor dificuldade, as águias deixariam São Petersburgo com a qualificação para os ‘quartos’ garantida. E assim foi. Não sem antes o golo do Zenit ter provocado uma onda de indignação. Tudo porque a plateia foi unânime em identificar falta de Zhirkov sobre Nélson Semedo no início do lance que valeu o cabeceamento certeiro de Hulk.

Rui Águas, Valdo, José Carlos e Marco Ferreira (ex-futebolistas do Benfica), Julio Velázquez e José Luís (respetivamente treinador e diretor desportivo do Belenenses), Carlos Janela (consultor) e os leitores de Record Miguel Ramalho (inscrito na Liga Record) e Ricardo Lopes (detentor de assinatura Premium para o nosso site) estiveram sempre convictos que os encarnados iriam alcançar o objetivo. Não se enganaram...

Que bela adaptação

O primeiro jogador a justificar as palavras elogiosas de tão exigente plateia foi Samaris. Apesar de não estar familiarizado a atuar no centro da defesa, o grego rapidamente se assumiu como o comandante da zona. "Está muito bem", ouviu-se vezes sem conta. De repente, ninguém se lembrava que o posicionamento do internacional helénico resultava de uma adaptação forçada face à indisponibilidade de Luisão, Lisandro López e Jardel.

Mas, se perto da grande área era Samaris quem se distinguia, mais à frente Fejsa fazia também uma exibição de gala. "Aparece sempre no sítio certo"foi uma frases mais utilizadas. Mas, naturalmente, o grande momento surgiu quando Gaitán selou o 1-1, após um ‘tiro’ sensacional de Raúl Jiménez.

Gesto de Raúl Jiménez merecia melhor sorte

Com o Benfica a perder pela diferença mínima e a necessitar de um golo para evitar o prolongamento e carimbar, desde logo, o apuramento para a fase seguinte da Champions, ninguém no Estádio Record ficou indiferente ao toque vitorioso de Gaitán aos 85’ que, basicamente, acabou com a eliminatória.

No entanto, se o essencial era ver a bola entrar na baliza à guarda de Lodygin, todos os presentes teriam preferido que o golo tivesse aparecido logo aquando do sensacional pontapé de Jiménez.

"Quando o vi tentar rematar, pensei: que quer ele fazer?", gracejou Rui Águas, um ex-goleador que, claro, não poupou elogios ao ‘tiro’ do mexicano.

Mas, se o gesto espontâneo do jogador lançado pelo técnico encarnado na segunda parte agitou o convívio, foi o toque do capitão Gaitán que fez a diferença. Marco Ferreira salientou, de imediato, o facto de o argentino ter ido atrás do remate, acreditado que "podia sobrar alguma coisa". "Cheirou-lhe...", atirou Miguel Ramalho, leitor que desde o minuto inicial não escondeu o seu benfiquismo e que, aqui e ali, fez questão de guardar algumas imagens para mais tarde recordar esta experiência.

Já num ambiente de total descontração, ainda apareceu o golo de Talisca. Nova aposta certeira de Rui Vitória que teve o condão de fechar em beleza uma jornada em que o Benfica justificou a passagem da eliminatória.

Antes das despedidas, Valdo ainda confidenciou à delegação azul que tem muitos adeptos do Belenenses na família e, nem de propósito, protestou contra a existência de pastéis de nata... com chocolate.

Por André Ferreira e Luís Avelãs
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