Polícia Judiciária varre tudo

Buscas na Luz e nas casas de Vieira, Paulo Gonçalves e Pedro Guerra

• Foto: Reuters

No âmbito de um inquérito da 9ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, a Procuradoria-Geral Distrital da capital (PGDL) emitiu quinta-feira os mandados de busca "domiciliária e não domiciliária", relativos a investigação em curso pelos "crimes de corrupção passiva e ativa", por parte de "um suspeito" no já sobejamente conhecido ‘caso dos emails’ do Benfica. As buscas, que tiveram forte incidência no Estádio da Luz, estenderam-se a várias cidades do país, com particular destaque para as residências do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e do assessor jurídico da SAD das águias, Paulo Gonçalves.

Se, no reduto dos tetracampeões, o responsável máximo e o referido advogado acompanharam as autoridades durante várias horas – inspetores da Polícia Judiciária (PJ) chegaram ao estádio de manhã e só deixaram as instalações já perto das 20 horas –, o nosso jornal sabe que as diligências na residência particular de Filipe Vieira foram bem mais céleres, com os agentes a exercerem o mandado pedindo acesso a todo e qualquer material informático, como computadores ou discos rígidos.

A preocupação com a obtenção deste tipo de matéria de potencial prova foi, aliás, o principal foco das buscas, que também abrangeram as casas do ex-diretor de conteúdos da BTV, Pedro Guerra, bem como de Ferreira Nunes, antigo responsável pelas classificações dos árbitros. Adão Mendes, ex-árbitro e observador, também viu a sua casa ser alvo de investigação, à semelhança do que aconteceu ainda com Nuno Cabral, antigo delegado da Liga. Os referidos fizeram parte de um lote total de uma dezena de ações de busca, tendo estado envolvidos nesta operação quatro magistrados do Ministério Público, dois juízes de instrução e 28 elementos da PJ, incluindo inspetores e peritos financeiros e contabilísticos e informáticos. O inquérito encontra-se em segredo de justiça.

Águias informaram CMVM

Para o efeito do disposto no artigo 248º do Código dos Valores Mobiliários, a SAD encarnada comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a dita realização de buscas "na sua sede social", tendo estas sido relacionadas "com o denominado ‘caso dos emails do Benfica’". Por ser uma empresa cotada, o emblema da Luz teve igualmente este dever de informação ao mercado.

Silêncio no futebol

O nosso jornal procurou obter reações por parte das mais importantes entidades ligadas ao futebol nacional, casos da Liga de Clubes, Federação Portuguesa de Futebol, Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, Instituto Português do Desporto e Juventude e ainda a secretaria de Estado da Juventude e do Desporto. No entanto, nenhum responsável das mesmas quis pronunciar-se sobre o assunto.

Por Filipe Pedras e João Soares Ribeiro
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