«Que aparição esse miúdo, que jogador»: Pablo Aimar elogia qualidades de João Félix

Ex-jogador do Benfica falou sobre a dificuldade dos clubes portugueses em manter os melhores jogadores

A chegada ao Benfica já foi há mais de dez anos, mas Pablo Aimar e Javier Saviola continuam a saber tudo sobre o Benfica, mesmo à distância.

Os dois antigos jogadores argentinos estiveram, esta terça-feira, em entrevista exclusiva à 'BTV', onde falaram sobre alguns dos melhores jogadores que passaram pela equipa nos últimos anos e na dificuldade dos clubes portugueses em manter os seus melhores ativos, elegeram o melhor golo com a camisola do Benfica e falaram ainda sobre as diferenças físicas que ambos tinham para com os restantes jogadores.

"Tanto quando nós jogámos, como mais recentemente, todos esses jogadores estiveram em equipas que têm lutado pela Champions League. Inclusive vários ganharam. Têm o Di María, o Ramires, o Javi, que esteve no City e que depois foi para a Rússia, o Witsel, o Matic e um monte de outros jogadores. O Toto [Salvio], o Nico Gaitán, Cardozo. E muitos nem chegámos a conhecer. Vimos o [João] Cancelo treinar. Lembras-te Javier? E estamo-nos a esquecer de outros. Há um, João Félix, tinha uns dez anos quando jogávamos no Benfica. E que aparição esse miúdo. Que jogador", recordou Pablo Aimar, que ainda foi completado por Saviola: "Havia também o terceiro guarda-redes, o Oblak. Uma clara quantidade de bons jogadores."

Não foram muitos os golos que marcou pelo Benfica (17), mas mesmo assim Pablo Aimar precisou de uma ajuda para lembrar-se daquele que mais o marcou na passagem pelas águias.

"Ajuda-me", disse Aimar para Saviola. "Há um com o Sporting, mano a mano com o guarda-redes [Rui Patrício] e continuou antes de rematar cruzado", ajudou 'El Conejo'. "Esse é bom. Há outro contra o P. Ferreira. Eu gostava de golos como disse o Javier, com muitos toques. De gente a chegar por todo o lado", acrescentou 'El Mago'.

"Há outra partida, com o Everton para a UEFA. A 1.ª parte foi excelente, já estávamos a ganhar 3-0. E o segundo jogo também foi muito bom. Em Inglaterra têm o relvado molhado. E era fantástico para nós. É das primeiras coisas que notas quando mudas da Argentina para a Europa. Bem, agora na Argentina já molham e aparam a relva, para estar curta e perfeita. Mas em 2001 notávamos a diferença", concluiu Pablito, que apontou, sem demoras, um dos melhores golos de Saviola: "O golo dele ao Belenenses é lindo. E os golos deles com os meus passes?"

Por outro lado, o antigo camisola 30 das águias não teve dificuldades em recordar-se do seu golo favorito pelo Benfica.

"Um golo que me marcou muito foi um que fiz à Académica. A definição foi muito boa. Fiz um chapéu ao guarda-redes, mas o que mais gostei foi da jogada. Se analisarmos a quantidade de toques, até esse momento, resume o que foi esse golo. Quase todos tocaram na bola e houve uma precisão impressionante em todos os sentidos. A paciência que tivemos até chegar à área e o chapéu. Recordo esse golo com carinho especial pela jogada e definição", apontou, antes de concluir.

"Nós tínhamos uma coisa, antes da bola chegar já tínhamos de saber onde estava o outro. E tu [Aimar] aí fizeste o passe, mas eu sabia desde a jogada do Nolito, onde estavas. O Pablo antes de receber a bola já se posicionava em consonância comigo para me passar a bola. Esta afinidade na forma de jogar, não a voltei a ter com outro jogador."

Por Sérgio Magalhães e Valter Marques
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