Responsável pelo scouting do Benfica para a Europa revela como escolhe jogadores

José Boto prefere a inteligência à velocidade

• Foto: Rui Minderico

José Boto, responsável pelo scouting do Benfica para a Europa, revelou quais são os critérios que mais privilegia quando analisa um jovem jogador. "Nessas idades, o mais importante na minha opinião é a capacidade técnica, a inteligência e a forma como toma decisões em campo. Se só tem velocidade, ou força, talvez não consiga chegar ao nível que pretendemos. Esta lógica existe, mas penso que os clubes que decidem dessa forma vão pagar por esse erro", assinalou numa conversa promovida pela página do Facebook 'Soccer Hub'.

O scouting tem vindo a ganhar um papel preponderante para os clubes, mas é um desafio muito complexo, de acordo com José Boto, pois há muitas variáveis a ter em conta.

"Os clubes têm um perfil de jogador definido, mas não é o mais importante. Por exemplo, aqueles que são considerados como os dois melhores jogadores do mundo têm características muito diferentes. Aí se comprova que não é a altura ou a velocidade sempre o mais importante. O mais importante são as características que os tornam os melhores do mundo. O tamanho, a morfologia não é o mais importante", sublinhou, lembrando algo que nunca pode ser esquecido na escolha de um jogador: "Para mim é a grande questão, a adaptação dos jogadores. Quando vimos um jogador no Brasil, num modelo de jogo totalmente diferente, precisamos de perceber se aquele jogador se pode adaptar à tua equipa. Oilhamos para o jogador, tentamos visualiza-lo no nosso modelo. Isto é para mim o mais complicado no Scouting. É o exercicio mais difciil de sempre".

Com uma forte experiência na área, José Boto lembra que nem sempre as escolhas dão certo, pois há um elemento que pode limitar a rentabilidade do jogador: A confiança deste. "A mentalidade é muito importante. Ver o jogador em campo pode dar uma ideia, mas quando nos tentamos aproximar dos jogaodres para perceber as características psicológicas do jogador isso pode mudar o valor deste de 2 para 8 milhões. Para um jogador dar o melhor é preciso ter confiança. Pode não resultar num clube e ir para outro país e jogar muito. Com confiança, um jogador pode dar muito mais e melhorar o rendimento. É uma questão importante, pois nunca sabemos o perfil exato do jogador e a sua mentalidade. Por vezes temos grandes surpresas e é impossível ter consciência do risco", enalteceu. 

Por Valter Marques
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