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Ricardo Rocha: «Não tive problemas»

SENTIU-SE `BEM´ NA ESQUERDA

À semelhança da época passada, o Benfica encontrou num central uma solução para a esquerda da defesa. Não se sabe se a aposta é para continuar, mas o facto é que, pelo menos em Aveiro, Ricardo Rocha não desiludiu. O jovem de 23 anos jogou noventa minutos em mais uma vitória. Mas prefere não entrar em euforia. "Ainda não ganhámos nada", diz
Ricardo Rocha: «Não tive problemas» • Foto: João Trindade
Ainda o Benfica estava no estágio de pré-temporada na Suíça e Ricardo Rocha já prometia "dores de cabeça" a Jesualdo Ferreira. Estava consciente que tinha "vários titulares à frente", mas afirmava que, quando a sua oportunidade chegasse, "nunca mais" a largava. O impedimento de Argel deu-lhe uma chance frente ao Marítimo, logo na jornada de estreia, e o ex-Sporting de Braga levou as bancadas da Luz a cantarem o seu nome. E o mesmo aconteceu sábado à noite em Aveiro, depois de ter realizado outros noventa minutos de águia ao peito.

Mais uma vez foi um impedimento de um colega que lhe deu o lugar. Jesualdo até poderia ter arriscado em Cristiano para colmatar a ausência de Cabral, mas acabou por surpreender com a aposta no jovem de 23 anos. Mesmo na posição de defesa-esquerdo. "Senti-me bem", disse Ricardo Rocha. "Acho que o jogo correu bem, tanto para mim como para a equipa", prosseguiu, indiferente ao facto de não ter jogado na sua posição de defesa-central. "Como não estava rotinado no lugar, é natural que no início tenha existido algum receio, mas penso que tudo correu bem. Tive grande apoio dos meus colegas e, quando assim é, a tendência é não haver problemas", explicou.

O Benfica acabou por derrotar o Beira-Mar por 2-0, naquele que foi o segundo jogo consecutivo sem sofrer golos. Um bom início de campeonato... "Claro, mas temos de ter em atenção que ainda não ganhámos nada. As coisas estão a correr bem, começámos da melhor maneira, mas ainda há muito jogo por disputar. Vamos continuar com esta filosofia de pensar jogo a jogo, vitória a vitória, para evitar qualquer percalço", continuou Ricardo Rocha.

Numa análise mais pormenorizada ao desempenho dos encarnados frente aos aveirenses, o defesa destacou, primeiro, a importância do resultado. "O importante foi ganhar. Fizemos aquilo que estávamos à espera e o que tinha sido planeado. Sabíamos que ia ser um jogo difícil e isso confirmou-se dentro do campo", adiantou, não esquecendo o facto de Argel ter marcado logo aos oito minutos: "Marcar primeiro pode ser decisivo neste tipo de jogos. Foi o que fizemos e, depois, soubemos gerir o resultado. Também temos de saber defender... não é só atacar. No final, marcámos mais um golo e conseguimos uma vitória justa, como toda a gente viu."

Chegado à Luz ainda a tempo das digressões aos Estados Unidos e Angola, Ricardo Rocha já se sente integrado no Benfica. A receita para ter poucas saudades do Norte é a "ajuda dos colegas", que tem sido "boa em todos os aspectos". "As pessoas que encontrei no Benfica são extraordinárias e, quando assim é, a integração é muito mais fácil e rápida."

Caneira também sofreu adaptação

A época passada a situação foi semelhante. Os impedimentos de Pesaresi e Diogo Luís levaram a que Toni, logo à 5ª jornada, tivesse de recorrer a uma adaptação para a lateral esquerda da defesa. Marco Caneira foi o escolhido e jogou noventa minutos no empate (0-0) com o FC Porto na Luz.

A partir daí, Pesaresi ainda foi aparecendo, mas apenas porque Caneira era solicitado para outras posições da defesa. O lugar era do jovem formado no Sporting e foi lá que terminou a sua passagem pelo Benfica. Agora, Ricardo Rocha foi adaptado ainda mais cedo.

Falta saber se a história se repete ou se Cabral e Cristiano, ambos com problemas físicos, regressam ao seu "território".
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