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Ricardo Rojas: «O ponto mais alto da minha carreira»

PARAGUAIO CLASSIFICA O SEU INGRESSO NO BENFICA

JOÃO RUI RODRIGUES e PEDRO SÁ BANDEIRA, enviados especiais

Madrid -- Aos 28 anos, Ricardo Rojas tem agora a grande oportunidade de se afirmar no futebol europeu, naquilo que o próprio classifica como "o ponto mais alto da minha carreira". Mais tímido que o seu colega Bossio, o defesa paraguaio não escondeu durante a viagem um tremendo nervosismo, próprio destas alturas. Acompanhado pela sua esposa, Rojas elogia Jupp Heynckes e refuta desde logo qualquer comparação com Carlos Gamarra, o seu compatriota de quem os adeptos benfiquistas guardam gratas recordações.

Rojas lembra também que os casos de insucesso de jogadores sul-americanos em Portugal como Acosta ou Kmet servem para "aprender e tirar as devidas ilações dos erros cometidos". O paraguaio assume que prefere jogar pela ala esquerda da defesa, tornado-se assim no reforço pretendido por Heynckes para aquela zona do terreno.

-- Como se define como jogador?

-- Sou um defesa que actua preferencialmente pelo lado esquerdo da defesa. Posso também actuar no centro a marcar o avançado contrário. Gosto de me aventurar no ataque, apesar de não ter por hábito marcar golos.

-- O que conhece do Benfica?

-- Sei que contrataram jogadores muito importantes, mas ainda não conheço muito do clube. Sei que luta pelo título e que é uma grande equipa a nível europeu.

-- Como reagiu quando soube do interesse do Benfica?

-- Fiquei bastante emocionado. O Benfica fez-me uma proposta muito boa e faltam só acertar pequenos detalhes para que fique consumada a transferência.

-- É a primeira vez que vai jogar no estrangeiro?

-- Sim, é a primeira vez. Trata-se de um grande desafio para qualquer jogador e espero corresponder às expectativas. É o ponto mais alto da minha carreira.

-- Já falou com Jupp Heynckes?

-- Não, ainda não tive oportunidade. Sei que foi campeão europeu pelo Real Madrid e que se trata de um técnico muito capaz.

GAMARRA É EXCEPCIONAL

-- Os adeptos benfiquistas ainda não esqueceram o seu compatriota Gamarra. Pensa que o poderá fazer esquecer?

-- Gamarra é um excelente jogador, que foi eleito um dos melhores da América do Sul. No entanto, é muito difícil comparar-me a ele, pois não gosto de comparações. Gamarra é exepcional e a única coisa que posso prometer é muito trabalho.

-- Há casos de clara inadaptação de jogadores sul-americanos ao futebol português, como Kmet, Heinze e Acosta. O que pensa disso?

-- Cada um tem o seu estilo próprio e não me vou amedrontar com isso. Aliás, penso que poderei aprender muito com isso, de forma a não cometer os mesmo erros. Estas coisas dependem de cada um...

-- O presidente do Benfica quer todos os jogadores a falarem português. Entende bem a língua, uma vez que o espanhol é facilmente entendido por todos os portugueses...

-- Entendo perfeitamente, mas têm de falar devagar para que eu possa perceber. Acho que nesse capítulo não vou ter quaisquer dificuldades.

AVÓS PARAGUAIOS NATURALIZAM ROJAS

Ricardo Rojas é internacional paraguaio mas na verdade o defesa-esquerdo nasceu em solo argentino. Contudo, o facto de ter avós paraguaios permitiu a Rojas optar por aquela nacionalidade e ser convocado para a selecção, que representou no último Mundial de França. "Os meus avós são paraguaios e antes de jogar na Argentina já tinha sido convidado para ir à selecção. No entanto, recusei, pois a minha grande ambição era a selecção argentina, mas depois percebi que as minhas possibilidades eram muito poucas. Pouco antes do Mundial em França fui novamente convidado pelos responsáveis do Paraguai e acabei por aceitar e representar a selecção do Paraguai no Campeonato do Mundo", comentou Rojas.

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