Rui Costa: o "sistema de árvore de natal" e a admiração por Carlo Ancelotti

Ex-internacional português elogiou técnico italiano com quem conquistou uma Liga dos Campeões no AC Milan

• Foto: Nuno Fonseca / Movephoto

Rui Costa guarda boas memórias da sua passagem por Itália e, mais concretamente, pelo AC Milan, clube pelo qual conquistou a única Liga dos Campeões que consta no seu palmarés individual, um percurso partilhado com Carlo Ancelotti.

Em conversa no World Scouting Coungress, o atual administrador da SAD do Benfica elogiou a liderança do treinador italiano, relembrou o "sistema de árvore de natal" e lamentou ter perdido a oportunidade de ser bi-campeão europeu de clubes pelos rossoneri.

"[Carlo Ancelotti] Se não foi o melhor treinador que tive, ele anda lá perto. O Carlo não é o melhor taticamente que tive, mas no global de tudo era o melhor. A facilidade que ele tem em dominar um balneário com simplicidade é excelente. Um dos segredos maiores para liderar um balneário é a simplicidade. Conseguir conduzir isto, criando efetivamente uma família no balneário é muito difícil e tem de ser grande mérito do treinador", afirmou o antigo internacional português.

Rui Costa não esquece o revolucionário sistema que o treinador italiano implementou no AC Milan, aquele que permitiu à equipa rossoneri conquistar um campeonato italiano, uma Taça de Itália, uma Liga dos Campeões e ainda uma Supertaça Europeia.

"A maior experiência que tive com ele foi quando ele implantou o chamado sistema de árvore de natal: o 4x3x2x1. Ao treinarmos, em vez de recebermos ordens, nós é que íamos falando das nossa dificuldades e isto fez com que todos estivessem envolvidos no processo. Em seis anos, chegámos a três finais da Liga dos Campeões e ganhámos dois. Eu tenho duas situações em que perco duas finais e não consigo ser bi-campeão europeu de clubes e campeão europeu de seleção. Uma coisa é perderes o jogo jogado, outra é perderes quando tens a noção que podias ter ganho perfeitamente. A vontade é a de acabar a carreira logo ali. O jogador de equipa grande não tem tempo para pensar no que perdeu, há sempre mais para ganhar a seguir", finalizou.

Por Sérgio Magalhães
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