Rui Vitória: «Houve um intervalo com Pizzi para que pudesse voltar a ter aquele rendimento»

Médio foi suplente na receção ao Aves e técnico não confirma que volte à titularidade

• Foto: Miguel Barreira

Rui Vitória abordou esta quinta-feira o facto de Pizzi ter ficado no banco de suplentes na partida com o Aves, dizendo que tanto o clube como o próprio jogador procuram o melhor rendimento e afirmando que é pela qualidade e pela entrega dos jogadores que faz as suas escolhas.

"Isso para mim é claro [que não há indiscutíveis]. O Pizzi tornou-se indiscutível, mas porque o rendimento naquela altura estava a funcionar. Agora, se calhar, para que o rendimento volte a ser aquele que queremos e o que ele quer, houve este intervalo. Mas no Benfica queremos ganhar, e mais do qualquer um de nós, acima de tudo está o Benfica. Olho à qualidade, aos que os jogadores dão... Agora, se jogou mais ou menos, se é português ou estrangeiro, se é jovem ou menos jovem… É assim que sempre pensei e acho que não vou mudar. Agora, essa questão dos indiscutíveis… Não jogou, pode ser que jogue", explicou o treinador na antevisão da partida com o Feirense.

As águias recebem os fogaceiros na sexta-feira e Rui Vitória acredita que o Benfica não terá tarefa fácil: "Espero um bom jogo da nossa parte, uma vitória obviamente. Um jogo naturalmente complicado porque o Feirense é uma equipa muito solidária, com processos muito simples e uma mensagem muito bem identificada", alertando, ainda, para o facto dos adversários aumentarem sempre os níveis motivacionais quando defrontam a equipa da Luz: "Lembro-me sempre de Jaime Graça que dizia isto: Quando observamos um jogo de uma equipa que vai jogar contra nós, é um engano. Porque jogar com o Benfica é um contexto diferente, os jogadores ganham motivação".

Diante do emblema de Nuno Manta, Rui Vitória prevê um adversário que "assenta o seu jogo no contra-ataque, com jogadores velozes", mas espero que a jogar em casa, com o apoio dos adeptos, os jogadores que lidera possam dar uma excelente resposta: "O Estádio fez 14 anos e é para nós um motivo de grande orgulho, primeiro por poder estar neste estádio lindíssimo, que quem cá vem sente uma energia e envolvência, na qual todos querem participar. Toda a gente se sente confortável. Faz com que a própria equipa tenha esse sentimento de maior poder, maior força e isso enfraquece os adversários. O estádio tem esta magia", lembrou.

O técnico debruçou-se ainda sobre as palavras de Nuno Manta, que considerou existirem 50 por cento de hispóteses para cada lado: "Não gosto nada de comentar declarações sem ver. Muitas vezes o contexto não é o que é escrito ou lido de forma simplista. Dou os parabéns a equipas de menor dimensão que o Benfica mas têm a coragem de entender as coisas assim. É uma equipa solidária, que tem muita mensagem do seu treinador. Tem aspetos positivos e menos positivos. Marcou 11 golos. Tem 3, 4 jogadores na frente rápidos que podem criar situações de golo. Defendem com processos simples. O treinador do outro lado pode às vezes acicatar mais esta equipa de cá, pode ser uma mensagem de grande coragem para os seus jogadores… Mas eu prefiro assim: dou os parabéns ao Nuno".

Por Luís Miroto Simões e Valter Marques
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