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Rushfeldt de malas aviadas

AVANÇADO NORUEGUÊS ABANDONA O ESTÁGIO DO BENFICA

Rushfeldt de malas aviadas
Rushfeldt de malas aviadas

Gomes Ferreira, Luís Pedro Sousa e Paulo Calado, enviados especiais

Hayna -- Sigurd Rushfeldt regressou à Noruega. O ponta-de-lança abandonou o estágio que o Benfica está a realizar na Alemanha, por imposição do Rosenborg. O avançado norueguês não chegou, assim, a permanecer uma semana com os companheiros de equipa nem a mostrar as suas capacidades a Jupp Heynckes. Chegado a Leogang na noite de quinta-feira, foi obrigado a partir ao sexto dia. Rushfeldt estava profundamente triste, embora revelasse sempre a esperança de regressar o mais brevemente possível ao Benfica. O norueguês mostrou-se sempre convencido que as garantias bancárias chegarão à Noruega.

Enquanto os companheiros já treinavam, no relvado do Viktoria Herxheim, o norueguês encontrava-se, sozinho e desolado, sentado na borda de um vaso de flores, com as malas em seu redor. Visivelmente perturbado, esperou nessa posição vários minutos por um táxi que o transportasse até Frankfurt, onde seguiu viagem para Oslo.

"Tenho de me ir embora", começou por dizer, cabisbaixo, o ponta-de-lança norueguês, explicando, de seguida, as razões de não se encontrar a treinar com a equipa.

"O presidente do Rosenborg telefonou-me, a seguir ao treino da manhã, e disse que eu tinha de regressar. Queria ficar, mas não posso. Volto logo que se resolvam as coisas entre os dois clubes."

Rushfeldt disse confiar, contudo, nas palavras que os responsáveis do Benfica presentes na Alemanha lhe transmitiram, logo após o telefonema do presidente do Rosenborg. "Falei com o vice-presidente (José Manuel Capristano), com o Shéu e o José Teixeira. Eles disseram-me que iam resolver o problema", prosseguiu o norueguês no mesmo tom melancólico.

O avançado classificou, contudo, toda esta situação de "estranha e triste", mas, em cada frase que proferiu, continuou a revelar a esperança de as garantias bancárias serem enviadas e de o seu regresso se proceder o mais breve possível.

"Eu quero ficar no Benfica", afirmou, peremptoriamente, para de seguida tecer um breve comentário sobre este caso: "Trata-se de algo estranho. Espero que tudo se resolva. Se tudo ficar bem, volto o mais cedo possível. Gostaria de ter a oportunidade de ainda treinar na Alemanha. Mas, se não for possível solucionar o problema até sábado, regresso quando a equipa estiver em Lisboa."

Rushfeldt sublinhou, contudo, que tudo dependeria do Rosenborg. Terá de ser o clube norueguês a autorizar a viagem de regresso. "Só vão permitir a minha saída, quando tudo estiver acertado. Isto é muito triste para mim e para os adeptos do Benfica", concluiu o ponta-de-lança, quando já colocava as malas no porta-bagagens do táxi que o levaria ao aeroporto.

A AZÁFAMA DOS RESPONSÁVEIS

Embora a partida de Rushfeldt só fosse oficialmente assumida no final do treino vespertino, a azáfama dos responsáveis ainda antes do início da sessão revelava que algo não corria conforme o programado. José Manuel Capristano e o secretário-técnico, Shéu Han, multiplicavam as conversas em surdina. O vice-presidente atendia o telemóvel de dois em dois minutos e, numa dessas ocasiões, visivelmente perturbado, não deixou mesmo escapar a frase: "Isto é diabólico!"

Contrariamente ao habitual, Capristano não se sentou na zona do estádio que costuma ocupar. Entrou em campo, atravessou-o e sentou-se num banco, junto à linha lateral do lado oposto, evidenciando nítidos sinais de abatimento. O dia não lhe podia ter corrido pior.

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