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Salgueiros-Benfica, 1-4: Primeira vitória sem dramas

CRÓNICA

O BENFICA conseguiu a sua primeira vitória confortável neste campeonato, ganhando em Vidal Pinheiro por 4-1 com mais dois golos de Jankauskas e dando mostra de algumas melhoras após passar um estado comatoso que levou à mudança de treinador.

Já dominador na primeira parte, o Benfica só materializou a sua superioridade na segunda. Júlio César pôs a equipa na frente, com um cabeceamento na sequência de um canto marcado por Simão na esquerda, à saída do primeiro quarto de hora. Mas João Pedro empatou mesmo sobre o intervalo, num contra-ataque lançado por Toy e continuado por Bodunha, enquanto o goleador salgueirista ganhava a João Manuel Pinto e rematava de primeira fazendo a bola bater na barra antes de entrar.

O resultado era injusto para as oportunidades criadas por um Benfica a adaptar-se ainda a um novo figurino (talvez 4-2-2-2), com Jankauskas como homem mais adiantado) mas com um Simão a mostrar grande saúde, enquanto Tiago se estreava jogando ao lado de Fernando Aguiar, e Júlio César regressava à equipa para fazer dupla com João Manuel Pinto. Os dois laterais (Caneira e Jorge Ribeiro) não atacavam muito, deixando essas tarefas para os extremos Carlitos e Simão.

O treinador do Salgueiros adaptou as marcações ao desenho do Benfica e era o médio mais recuado, Rui Ferreira, quem marcava Mantorras, enquanto Nunes se encarregava de Jankauskas e Ricardo Fernandes ficava como líbero. O 4-4-2 salgueirista tinha em Litera e Masi os homens do meio-campo que mais apoiavam os avançados Toy e João Pedro, mas também os laterais Bodunha e Basílio procuravam jogar dentro do meio campo defendido pelo Benfica.

O volume de jogo do Benfica foi muito superior, sobretudo por causa de Simão, e apesar de um Carlitos muito discreto, mas é óbvio que a equipa ainda precisa de jogos para solidificar o modelo. Ontem de início estavam três jogadores acabados de chegar e Jorge Ribeiro não tem meia dúzia de jogos na primeira equipa. Mas, pela primeira vez, se calhar, o Benfica tinha um banco que se visse, com Zahovic e Drulovic.

O Salgueiros tem um meio-campo de toque de bola, de rodas baixas que procuram tricotar e tricotar até encontrar o espaço certo para lançar os avançados. Na primeira parte ainda criou alguns problemas, mas acabou por ser o adversário ideal para um Benfica à procura de retoma, porque nunca foi uma equipa muito defensiva e os seus jogadores são pouco agressivos e tiveram sempre dificuldades perante Fernando Aguiar e Tiago, dois tractores a meio-campo.

Marcando o segundo golo três minutos depois do intervalo, com Jankauskas a desviar a bola ao primeiro poste após cruzamento de Simão, o Benfica resolveu a coisa já com Drulovic em campo, quando este levou a bola pelo meio, deu a Jankauskas que, à entrada da área, impôs o seu corpo e fez um belo remate que não deu hipóteses a Rui Correia. E o quarto veio já no fim, num tiro colocado de Simão de fora da área.

Pelo meio, Carlos Manuel tirara os seus dois melhores homens, Toy e Litera, que eram os que davam risco ao jogo e não pareciam mais desgastados que os outros, e a equipa só voltou a criar jogo quando o Benfica já tinha os três pontos no saco, mas mesmo assim sem o perigo que criou na primeira parte.

Da arbitragem de OLEGÁRIO BENQUERENÇA podem-se aceitar quase todas as decisões. Suspeitíssimo, porém, o toque de João Manuel Pinto a João Pedro, isolado frente a Enke, na área. Não foi “penalty”?
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