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Saragoça-Benfica, 0-1: A águia já se orienta pela cartilha de "Trap"

RECURSO À ORGANIZAÇÃO TÁCTICA PARA VENCER

Se havia riscos no jogo de ontem com o Saragoça, o Benfica soube enfrentá-los preparando-se para eles e ultrapassá-los utilizando alguns dos princípios básicos que orientam, normalmente, as equipas do seu treinador. Não foi bonito mas, nesta altura, não é justo pedir que o seja; não foi totalmente convincente, mas também não era esse o maior objectivo do embate.

Pode mesmo dizer-se que as maiores exigências inerentes ao jogo com o vencedor da Taça de Espanha acabaram por não se confirmar. Porque os espanhóis ainda têm menos dois dias de preparação e o Benfica voltou a aplicar boa parte da receita que lhe valeu a tranquila vitória sobre o Carouge: conjunto alicerçado em excelente organização táctica, na qual os jogadores respeitam as posições e conhecem os papéis que lhe estão reservados.

O resto, as vitórias nos duelos individuais, a transposição rápida para a frente e as situações de rotura na zona de ataque são armas com nomes próprios.

Ontem, Geovanni e Zahovic (belo golo) descobriram a inspiração e pincelaram-na com espírito de combate fora dos seus hábitos; Paulo Almeida transformou-se num barómetro à frente da defesa, interceptando sucessivas linhas de passe; João Pereira esteve fulgurante na posição de lateral-direito.

Depois de 45’ longe das balizas, apesar do maior pendor criativo dos portugueses, o Saragoça cumpriu o anunciado: mudou toda a equipa e fez do tempo um fortíssimo aliado.

Quando viu o adversário subir no terreno, pressionar mais à frente e confirmar a ideia segundo a qual estava ali para evitar a derrota a todo o custo, a águia seguiu o sentido de orientação que a cartilha de Giovanni Trapattoni aconselha para momentos semelhantes. Aceitou o domínio, fechou-se com mais cuidados (entrada de Manuel Fernandes) e passou a actuar, normalmente, com mais homens atrás da linha da bola – chegaram a ser dez, ou seja, todos à excepção de Mantorras. Procurando, sempre que possível, o contragolpe rápido capaz de surpreender o antagonista.

Se é verdade que Yannick passou por momentos de maior aperto e que os protagonistas mudaram (foi a vez de Ricardo Rocha brilhar a grande altura), Hélio Roque, Mantorras e Bruno Aguiar conseguiram levar a bola com perigo até à grande área do Saragoça, facto a ter em conta mesmo sendo incapazes de concluir qualquer das iniciativas. As picardias finais serviram para aquecer os ânimos e transformar o resultado numa coisa invulgarmente importante.
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