Formação, reforços, ambições na Champions e até o fim de carreira: tudo o que foi dito por Jorge Jesus

Técnico do Benfica falou de tudo em entrevista à BTV

20h12 - Termina a entrevista de Jorge Jesus

O que deixou no Brasil e o que trouxe de lá que pode ajudar o Benfica?

"Valorizei-me muito como treinador. Hoje olho para a carreira de uma maneira diferente. Até a minha passagem na Arábia Saudita me ensinou que, para além de ser treinador, tenho de saber passar valores. Posso contar um episódio. Eu sempre fui um treinador que no campo não me calo. Houve um jogo que tive um momento em que não sabia o que o árabe dizia e ele também não sabia o que eu dizia em português. Mas deu para o comité da Arábia Saudita perceber que houve ali uma troca de palavras e gestos e eu fui chamado. Perguntaram-me o que disse, o que eu não disse. Disseram-me: ‘Não é o Al Hilal que te paga, somos nós que te pagamos. Vieste para aqui para seres uma referência do futebol saudita e tens de dar valor. Porque se não souberes valorizar o futebol saudita, não é hoje, amanhã rescindimos contigo e vais para casa. Comecei a pensar e eles têm razão. Não vale tudo para ganhar. No Brasil, também aprendi o que é ter paixão pelo futebol. Vem ao encontro do meu amor pelo futebol, trabalhei com grandes dirigentes no Flamengo e tudo isso acho que fez de mim, não só mais compreensivo, como melhor treinador."

Vai manter o seu estilo?

"Isso nunca vai acabar. Até eu morrer. Isso vai morrer comigo. Os adeptos são a mola real, para quem nós trabalhamos. Não somos os mesmos com a pandemia. Precisamos da adrenalina, da motivação. Por muito que nos preparemos psicologicamente, não é igual."

Sérgio Conceição e Rúben Amorim, seus antigos jogadores, vão ser os seus adversários. Poderá haver um clima mais pacifico entre os treinadores? Ou é estar "preparado para a guerra", como disse o Rúben?

"Eu sei o que o Rúben quis dizer, que está preparado para a guerra verbal. Porque em Portugal há uma guerra muito intensa em relação aos interesses do futebol. No Brasil, também há uma guerra verbal, mas é uma guerra que favorece o futebol. Nós aqui, muitas vezes, tiramos valor ao produto futebol. Foi o que o Rúben quis dizer. O importante é conseguirmos defender os interesses das nossas equipas. Eu vou, o Rúben vai e o Sérgio também vai. Mas os ‘mind games’ que, quando eu saí, se colocavam muitas vezes entre treinadores, não o vou fazer. Isso não ajuda a ganhar jogos e não valoriza o futebol."

Luta a dois, a três ou a quatro?

"O Sp. Braga está cada vez a dar mais passos para estar perto dos três grandes. Mas não posso considerar que esteja já igual aos três grandes por um motivo. Não tem a matéria humana que tem o Benfica, o Porto e o Sporting e isso faz a diferença. Agora, em termos de estrutura e de ter um patamar de jogadores cada vez com mais valor, está a acontecer. O Braga vai tentar juntar-se mais aos três grandes."

Como têm sido estes dias para si, como se tem sentido?

"Tem sido agradável, apesar de, como sabemos, este fenómeno da pandemia não deixa as pessoas relacionarem-se socialmente. Não podemos estar muito juntos. Mas, num ou outro lugar onde tenho ido, tenho tido uma receptividade muito grande por parte dos adeptos do Benfica. Todos muito felizes por eu ter regressado. Conheço esta casa muito bem. Conheço as paixões que este clube transporta, e o sentimento que transporta. Estou mais do que preparado para isso. Cada vez mais, a minha carreira transportou-me e transmitiu-me valores. Isso já não me afecta. Já não sei viver sem isto. Acredito muito naquilo que me convenceu o presidente, quando foi buscar-me ao Rio de Janeiro. Acredito no projeto, nas ideias. Isto só pode ser feito com todos, com os adeptos. Temos de estar unidos. Perceber que, se queres conquistar os objetivos, tens de demonstrá-lo com união. Todos por um. Para atingirmos esses objetivos, temos de estar todos em redor da equipa. Sermos exigentes com a equipa, quando ela não corresponder ao que os adeptos entendem. Assim as coisas de certeza que vão ser mais fáceis."

"Dificilmente vou acabar a minha carreira no Benfica"

"Dificilmente vou acabar a minha carreira no Benfica. Não sei o dia de amanhã. Posso acabar a carreira no Benfica, mas não sei. O presidente ofereceu-me quatro anos e foram dois. Eu só queria um. [Base da decisão] Queria voltar ao Benfica, queria voltar a Portugal."

Como pretende mudar a opinião de alguns adeptos?

"Constatei e conquistei quando vim para o Benfica com resultados. Os adeptos do Benfica olham para mim como treinador, o que fiz quando cá estive está marcado pela positiva. Não me podem analisar de outra maneira. [Mudar para o Sporting] Faz parte da minha profissão. Amanhã saio do Benfica para outro clube. Não tenho nada que me possa dizer que eu sou treinador de um só clube. Neste momento, sou treinador do Benfica e vou trabalhar da melhor forma para honrar o símbolo e a honra do clube. Não podem dizer que eu ainda não cheguei e que já estou a pensar na saída."

Passado: como resolveu as coisas com o presidente?

"Olha, o futebol são ciclos. E as pessoas que altura achavam que o meu ciclo no Benfica tinha acabado, achou. O futebol é assim. Inclusive agora, as pessoas que estão no Benfica determinaram que o ciclo no Benfica tinha de mudar e contrataram-me. As pessoas não podem ficar melindradas. Nunca tive num estádio com 70 mil pessoas durante todo o jogo a gritar pelo meu nome. Nunca tive e não vou ter, a não ser que volte para lá. Não havia outra pessoa que me pudesse tirar de lá a não ser Luís Filipe Vieira. Foi ao Brasil e trouxe-me de volta. Nunca tive nenhuma afirmação que pudesse pôr em dúvida o meu trabalho durante o Benfica. Fui simplesmente para outro rival. Sempre tive uma aproximação muito grande com o presidente. Nunca houve um presidente que tivesse entrado na minha casa, só o presidente do Benfica o fez. Ele apenas esteve em defesa dos direitos do Benfica e eu do Sporting. Não me arrependo de nada. Eu só tentei defender a minha entidade patronal e o Benfica a mesma coisa. Não gosto de falar muito nisso. O facto de eu estar no Benfica neste momento é porque eu fiz um trabalho que foi bom."

Disse que o Benfica ia jogar o triplo e arrasar?


"Isso é fácil de concluir. Se o Benfica este ano, depois de não ter ganhado nenhuma competição, se quer ganhar, temos de ser muito melhores. Para sermos melhores, duplicar não chega, tem de ser a triplicar. O arrasar vem de uma convicção e de uma certeza de que vamos construir uma grande equipa para podermos arrasar. Isto tem a ver com uma equipa que joga para arrasar. Com sentido de baliza, de golo, que pode arrasar o adversário. Foi por isso que falei em arrasar."

Uma equipa com ‘nota artística’?

"Não me esqueço. Foram seis anos fantásticos. Podíamos ter ganhado muito mais porque estivemos em muitas decisões. Perdemos algumas delas, mas as grandes equipas são aquelas que também perdem algumas decisões porque são aquelas que conseguem lá chegar. Até hoje sou do treinador que conquistou mais títulos, mas isso faz parte do passado. Já não me interessa. O que me importa agora é presente e o futuro do Benfica. Os títulos estão cá, mas já não interessa. O que me importa é a equipa do Benfica, quando começar a trabalhar, tem de ter um objetivo de presente e outro de futuro."

Num clube como o Benfica, não basta ganhar, há que jogar bem?

"No Benfica não chega. Tens de ganhar e tens de dar espetáculo. Agora, isso não vai acontecer em alguns jogos. Mas, quando tens uma grande equipa, muitas das vezes sem jogar bem, consegues ganhar, e isso é importante. O Benfica ter esse patamar.

Precisa de tempo? Não vai ter tempo. Tem de apresentar resultados já na pré-eliminatória da Liga dos Campeões. A equipa vai estar a voar nessa altura?

"A voar não vai estar, como é obvio. Num mês de trabalho não tens a equipa a voar. Agora isso não pode ser um tema de preocupação. Tens quatro ou cinco semanas para meteres a equipa a voar o máximo possível dentro destas quatro semanas, para poder enfrentar um primeiro jogo. Começamos na Champions, não há nenhum jogo do campeonato. E aqui acho que poderia ter-se pensado na defesa do futebol português na calendarização. Não é só o Benfica, há outras equipas que vão jogar na Europa. Não pensaram nos interesses do futebol português, por causa da pandemia. Os jogadores já não iam ter quatro semanas de férias. Mas eles tiveram três meses sem treinar, precisam de férias para quê? Pelo menos havia de haver a primeira jornada antes dos jogos europeus."

Como está a equipa física e psicologicamente?

"Acho que eles tiveram muito tempo para limpar a cabeça. Estou a falar dos jogadores em todo o mundo. Estivemos em casa muito tempo. O único problema que tínhamos na cabeça foi este fenómeno do vírus. Neste momento já não é, porque sabemos que temos de viver com o vírus. O Benfica, e todas as equipas, o final da época foram dez jogos, não foram 30. Dois meses em casa e agora dez jogos para acabar o campeonato. Qual é o problema de começar a treinar uma semana depois do fim da época? Não tem problema nenhum e tem a ver com os objetivos que temos. Temos jogo em Setembro, não há outra hipótese. Os jogadores do Benfica vão estar, a partir de segunda-feira, todos eles como uma força e vontade muito grande para mostrar as suas capacidades e valor."

Contratação de jogadores do Flamengo


"Eu sou um bocadinho tendencioso. Estamos a falar do Benfica, mas estamos a falar de futebol. O Flamengo está, seguramente, ao nível das três melhores equipas do Mundo, onde está o Manchester City, o Liverpool... depois temos aqui uma dúvida sobre qual será a outra. Tanto é assim que fomos [Flamengo] a uma final do Mundial de Clubes diante do Liverpool, onde eu não vi diferença nenhuma, a não ser no maior nível de jogos que já tínhamos nas pernas. Isto tudo para te dizer que o Flamengo tem grandes jogadores. Sou grato às pessoas que me amam, os jogadores estão no meu coração. Custou-me imenso sair de lá. Não quero mexer mais com isso. Não pedi nenhum jogador do Flamengo ao presidente do Benfica."

Jorge Jesus ligou mesmo para Cavani?

"O Cavani é outra história. Não precisa que eu ligue, é um jogador que deve ter várias possibilidades de mercado e deve estar a pensar sobre as opções. Quando chegámos eu não o pedi. Se me perguntarem, se quero? Quem não quer? Não só para o Benfica como para o futebol português. Nós em Portugal temos dificuldade em competir com outras equipas de outros países. Se pudéssemos competir com os outros, já tínhamos ganho uma Champions!

Sabemos todos que financeiramente não é fácil. Tem de haver uma engenharia financeira, onde o presidente é muito forte. Já estava a ser falado e conversado antes de eu chegar ao Benfica. O presidente está a fazer tudo para que isso aconteça."

Chamada de Jorge Jesus para Everton antes do Grenal aconteceu mesmo?


"É verdade que liguei para ele, pelo facto de ser um dos alvos que para mim é importante. É um jogador que, não só pela qualidade, é titular na seleção do Brasil. Sabia que tinha o Everton e outra equipa alemã interessada. Procurei convencê-lo a vir para o Benfica, pelo clube que é e pelo projeto que tem. Para atacar a Champions e outras competições que estão no nosso calendário. Tentei movê-lo a vir trabalhar comigo. Nunca disse para ele não jogar. Ele quando chegar a Portugal pode dizer se o convenci a não jogar. A atitude dele no jogo ainda me deixou mais satisfeito. Foi falar com o treinador e disse que queria jogar a final.

Já me aconteceu no Benfica, pois quando há estas transferências os clubes não querem que os jogadores se possam lesionar. Tive uma questão semelhante com o Matic. Quando foi para o Chelsea, tínhamos aquele jogo do 2-2, havia entre as duas direções o medo de jogar e lesionar-se. Ele veio ter comigo e disse que queria jogar. Isto define o carácter dos jogadores. Para mim como treinador quero é que ele jogue. Aquilo que o Renato disse, pode ter sido levado em erro... O Renato não morre de amores por mim, jogou quatro jogos e perdeu três... O Grémio é um grande clube e tem vários jogadores por lá.

Acreditamos que o Cebolinha vai ser valorizado. Vai valorizar-se mais no campeonato português, porque está no centro da Europa, onde todos estão a observar. Vai valorizar-se muito."

Declarações sobre Pedrinho no Brasil

"Se eu estivesse a contratar um jogador para o imediato, havia jogadores com mais experiência como o Cebolinha ou o Dudu. São jogadores dentro dessas características. O Pedrinho é um jogador jovem com talento, para ser trabalhado, ao contrário do Cebolinha que está feito. Tem potencial."

Onde encaixar Pizzi?

"Os adeptos sabem melhor do que eu, mas o Pizzi talvez tenha sido o segundo melhor jogador do Benfica. Para um jogador que joga ali, marcar os golos que ele marca é significativo. É um jogador que pode jogar em duas posições, mas penso que é um jogador de último passe, de pôr a bola na cara do avançado. É um jogador de corredor central, mas vamos ver se é melhor atuar no corredor."

Apostas no mercado

"Procurámos mais dois jogadores para preencher a última linha de quatro. O Benfica precisa de ter jogadores com algum peso e poder, não só desportivo mas também poder técnico para poder também ajudar os mais jovens, como o Tavares, Rúben, Ferro. É fundamental isso acontecer numa equipa de onze. Ter alguns jogadores com experiência. O Flamengo tinha cinco titulares com mais de 30 anos. É fundamental nas decisões e no dia a dia e na forma como os jovens ganham valores e mística. É com jogadores com este suporte desportivo e mental. Os jovens percebem que para chegar a uma grande equipa como o Benfica tens de criar valores e mística. Quem os transmite são os mais velhos. Foi algo que pensamos em conversa, daí termos integrado o Luisão na estrutura, para passar valores aos jogadores."

Saiu com rótulo de que não apostava na formação. Qual é a sua visão em relação à formação agora?

Todos os clubes têm de cada vez mais evoluir e preocupar-se com a formação porque é uma das formas de criar ativos, no presente e no futuro, mas isso não dá sustento desportivo aos objetivos que tens numa equipa. Não existe nenhuma equipa do mundo que viva da sua formação. Vamos olhar para Benfica. Da última equipa titular do Benfica, quantos jogam da formação? Um: Rúben Dias. Agora, o Benfica não deixa de ter miúdos com muito valor que temos de saber trabalha-los e dar lhes carinho, porque podem não ser a solução imediata, mas são o futuro. Isso é que é preciso rentabilizar. O que os adeptos do Benfica querem é ganhar. Ganhar com meninos, com não meninos. Não interessa a cor deles, se é branco, ou preto, o que importa é ter bons jogadores. E é isso que me atrai. A equipa de onde eu vim, no meu onze só jogava um estrangeiro. De resto eram todos brasileiros. Mas porque tinham qualidade. O que importa é a qualidade. Não descorando que a formação dos grandes clubes tem de continuar a formar jogadores, a desenvolver o futebol português, nas selecções porque os melhores saem. Essa ideia de formar jogadores para que os objetivos dos clubes sejam alcançados, neste caso os desportivos, nunca vai acontecer, porque os melhores são vendidos. Temos de ser coerentes, objetivos, e tentar ter sempre os melhores a jogar."

Estão identificados os jovens que quer ver?

"Estão. São jogadores que já estavam no Benfica e que os responsáveis do Benfica têm um conhecimento mais geral e especifico."

Diogo Gonçalves, extremo ou lateral?

"O Diogo é um jogador formado no Benfica. Pedi para ele fazer o início da época, quero conhecê-lo melhor. Quero-o a trabalhar comigo e, no caso do Diogo, é um pormenor e uma ideia de que tem a ver com o que disse."

Helton Leite?

"Não conheço muito bem o Helton Leite. O Odysseas conheço porque vi mais jogos do Benfica. Os jogos do Benfica dão no Brasil, os do Boavista não. Queremos ter mais do que um bom guarda-redes."

Gilberto foi indicado por si?

"Foi um jogador que já tentei antes de ir para o Benfica contratar para o Flamengo. Não consegui, não chegaram a acordo, mas agora houve a possibilidade de o trazer para o Benfica. É um jogador tecnicamente evoluído, mas não é um jogador que possa à primeira ideia ser um jogador com uma qualidade técnica muito superior. Mas é muito competitivo, joga 90 minutos sempre muito forte. O melhor dele é ofensivamente, faz golos. Tem alguns defeitos, mas por isso é que aqui estou. Ele e o André Almeida vão disputar a titularidade, mas há espaço para todos e todos vão ser titulares."

Portugal baixou de qualidade nos jogadores contratados?

"Portugal é um país vendedor de jogadores. É por isso que Portugal tem continuado a apostar na formação de jogadores. Muitas vezes pensa-se que o apostar na formação é formar uma equipa toda formada em jovens da formação. Não há equipa que exista assim. O João Félix é um exemplo. Não há muitos como ele. Com Cristiano Ronaldo foi igual. O importante para mim é saber formar e saber o gabinete de prospeção que o Benfica tem e formar um núcleo entre a formação e prospeção que dê para criar uma equipa assim. FC Porto e Sporting não têm nada assim. Ramires, David Luiz, Saviola, Aimar... Olhas para o FC Porto deixou de ter James Rodríguez, Falcão, Lucho González. O Sporting é igual. Os clubes que tinham essa capacidade já não têm. Lembro-me que durante os seis anos que estive no Benfica vendemos muitos jogadoques que, mesmo não saindo da formação, deram muito dinheiro. Não interessa a idade, mas sim a qualidade."

Plantel no arranque está muito longe daquele que será apresentado para a nova temporada?


"Esta é uma casa onde estive durante seis anos e onde vou estar apartir de amanhã. É com grande prazer e satisfação com um leque de jogadores que me satisfaz. Quando começo uma pré-época, gosto de tentar conhecer melhor os jogadores e ter ideias mais fixas. Uma coisa é conheceres o plantel de fora, outra é conheceres trabalhando com eles. Há jogadores que ainda não chegaram e também há jogadores que já cá estão e que não vão terminar. Não tenho receio de assumir quando tiver de falar com os jogadores quando tiver de lhes dizer que terão de procurar outro projeto, mas primeiro quero trabalhar com eles. É claro que já existem alguns nomes. Há um historial, relativo a alguns jogadores que são do Benfica, há alguns jogadores que temos de respeitar, mas temos de avaliar. O número, não sendo exato, mas entre 25 jogadores, não contando com os guarda-redes será uma solução. Queremos tentar conquistar todas as competições e tendo dois jogadores por posição dá para apostar nas provas, sabendo que podes rodar jogadores e que mantém-se a qualidade na equipa. O futebol no Mundo, há dois três anos que falo com os meus jogadores, em que os jogadores têm de conhecer mais do que uma posição. Pelo menos comigo, porque essa é a minha forma de trabalhar, é fazendo com que eles pensem em tudo aquilo que trabalhamos durante a semana. Em quase todas as outras modalidades já é assim e o futebol para lá caminha. Já faço isso. Fazia muito isso no Flamengo, mudávamos o sistema de jogo sem mudar os jogadores. As cinco substituições dão-te mais criatividade para teres mais soluções. Se o adversário consegue anular a tua ideia inicial, consegues ter algum espaço para mudar, mas isso tem de ser treinado."

19h00 - Começa a entrevista de Jorge Jesus, em exclusivo na BTV.

- Poucos dias depois de ter sido apresentado, Jorge Jesus concede este sábado a primeira entrevista enquanto novo técnico do Benfica. Será à BTV e no site de Record poderá acompanhar a par e passo tudo aquilo que for dito pelo ex-treinador do Flamengo. Fique por aí!

Por Record
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