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Simão Sabrosa: «Nem consegui dormir depois de saber a lesão»

EMOÇÃO E TRISTEZA DO MÉDIO ENCARNADO

AMARGURA e tristeza. A vontade de recuperar é muita, mas Simão Sabrosa não escondeu ontem a revolta interior face à grave lesão contraída no decorrer do último jogo da selecção nacional, diante da Finlândia. De voz trémula, o extremo benfiquista terminou a conferência de Imprensa, durante a qual o médico Bernardo Vasconcelos lhe prognosticou quatro a seis meses de paragem, com as lágrimas a invadirem-lhe o rosto.

“Nem consegui dormir depois de saber qual era a lesão”, confessa o jogador, que recordou “um dos dias mais difíceis” da sua vida. “Ontem [quinta-feira] de manhã ainda era o Simão normal, brincalhão e bem-disposto”, conta, acrescentando: “À tarde, descansei e como não tinha dores pensei que a lesão fosse menos grave. Mas às seis da tarde, depois de fazer a ressonância magnética, falei com o dr. Bernardo e fiquei muito triste. Foi tudo por água abaixo e foi um final de noite muito difícil. Nem consegui dormir. Queria terminar a época em grande e ouvir o público a gritar por mim.”

Num discurso marcado por sentimentos contraditórios, a esperança não deixou de estar sempre presente. “Um jogador nunca está à espera disto. Trata-se da lesão mais grave da minha carreira, mas agora tenho de ter força para ultrapassar este momento. Vou tentar recuperar o mais rapidamente possível, sabendo, no entanto, que será um processo longo.”

Deste modo, o jogador corre sérios riscos de não participar no trabalho de pré-temporada. “Vamos ver. Vamos esperar pela operação e ver como recupero”, referiu.

Apesar de lesionado, Simão faz questão de recordar que há objectivos por cumprir ainda esta época. “Continuo a acreditar que ainda é possível sermos campeões esta temporada. Este era, aliás, o meu primeiro objectivo. O outro era ir ao Mundial, mas infelizmente já não é possível de concretizar.”

O melhor marcador dos encarnados promete agora ser uma presença assídua no Estádio da Luz, como adepto. Sempre de bandeira na mão. “Vou passar de jogador a adepto. Vou deixar de vestir a camisola e andar com uma bandeira”, sublinha, pedindo aos associados e simpatizantes para não deixarem de apoiar a equipa.
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