Simões: «Houve quem me interpretasse como um delírio egocêntrico ou um impulso de vaidade»

Antigo jogador explicou a expressão 'eu sou o Benfica' e estendeu-a aos campeões europeus da década de 60

António Simões esclareceu esta quinta-feira a sua expressão 'eu sou o Benfica', afirmando que houve quem visse nestas palavras um "delírio egocêntrico ou um impulso de vaidade". O antigo jogador do Benfica discursou na homenagem aos campeões europeus da década de 60 no parlamento.

"Na atualidade o presente tem um peso esmagador sobre o passado, algo que não poucas vezes se afigura profundamente injusto. Ainda garoto, andava quilómetros a pé e não me importava de esperar uma eternidade só para ver passar o autocarro do Benfica", começou por dizer Simões, recordando, entre outros, Eusébio da Silva Ferreira: "Veio a garantir o direito da imortalidade, mercê de um génio sem igual, ao ponto de colocar Portugal no mapa".

António Simões reiterou depois que a sua expressão aplica-se a todos quantos elevaram o nome das águias a nível mundial: "Há tempos quando afirmei ‘eu sou o Benfica’, houve quem interpretasse a expressão como um delírio egocêntrico ou um impulso de vaidade. O que disse, a título de exemplo, até em tempos também disse sobre o Luisão. E digo aqui, meus caríssimos, Ângelo, Artur, José Augusto, Mário João e Cruz: vocês não são apenas do Benfica, vocês são o Benfica. É assim que eu, sem reservas, sempre classifiquei, classifico e classificarei aqueles que, em virtude de uma notável folha de serviço, tanto contribuíram par alavancar o Benfica".

Por fim, António Simões frisou que o Benfica, para sua "felicidade", é hoje "um clube que tem todos os traços de modernidade", mas acabou a intervenção deixando um apelo: "Haja sempre memória, haja sempre afeto, haja sempre gratidão".

Por Luís Miroto Simões
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