Soares de Oliveira: «Temos menor dependência de vendas, mas se não formos à Champions...»

Sublinha necessidade de melhorar o ranking devido aos prémios da UEFA

• Foto: Vítor Mota

Domingos Soares de Oliveira referiu esta sexta-feira que o Benfica tem atualmente uma posição "muito sólida" no que respeita a tesouraria, embora admita que caso falhe o apuramento para a Liga dos Campeões da próxima época, tal poderá influencial na decisão de vender jogadores.

Mas primeiro, em declarações aos jornalistas, o administrador da SAD encarnada sublinhou o crescimento das receitas este ano: "Quando fazemos o orçamento, somos extremamente rigorosos do ponto de vista da determinação de objetivos. Todos os anos, aquilo que definimos como modelo financeiro na preparação da época, uma vez terminada a fase de grupos da Champions, passamos para a Liga Europa. O facto de termos tido duas pré-eliminatórias permitiu-nos gerar uma receita adicional, não do ponto de vista de prémios mas do ponto de vista de bilhética face aos jogos que fizemos em casa. O facto dos prémios da UEFA terem crescido significativamente em relação à época passada na Champions permite-nos já ter a certeza que, independentemente do caminho que vamos ter na Liga Europa, vamos claramente crescer em receitas com prémios da UEFA".

A menor dependência da venda de jogadores também foi frisada pelo responsável das águias: "O Benfica tem uma muito menor dependência da venda de jogadores relativamente a outras épocas. É natural que todos os clubes o façam, mesmo nos casos do Real Madrid, PSG e Manchester City. Todos os clubes vendem jogadores e também nós o iremos fazer. A diferença é que não o faremos por uma questão de necessidade do ponto de vista de equilíbrio de contas, mas por uma questão de oportunidade ou do menor interesse que possamos ter em relação a algum atleta do Benfica".

Já sobre eventuais entradas no plantel em janeiro, a resposta foi a seguinte: "Não abordo muito as questões desportivas. Do ponto de vista de tesouraria, a nossa posição é muito sólida. Portanto, olhamos para janeiro, como para junho ou julho do ano que vem, com muita segurança".

Apesar de tudo, um eventual não apuramento para Liga dos Campeões da próxima época pode obrigar a rever a política de retenção de talentos.

"A Champions, em função do que é o novo paradigma da distribuição de receitas, faz com que os clubes portugueses recebam, ainda que dependendo do seu ranking, uma receita garantida superior a 40 milhões de euros. Isto no caso do Benfica. Se por uma eventualidade não estivéssemos na Champions no próximo ano, isso obrigaria a irmos buscar receita a algum lado ou então a diminuir os gastos que temos. Impacto terá. A variável mais fácil de mexer é na dos jogadores, mas não é um cenário que estejamos a equacionar de momento. Estamos em novembro e a época acaba em junho. A recuperação do ranking é importante relativamente à recuperação de receitas", concluiu.

Por Flávio Miguel Silva
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