Soares de Oliveira sugeriu engenharia financeira

Com três jogadores

• Foto: Pedro Simões

Num alegado email de 22 de março de 2010, e que foi disponibilizado no blogue mercadodebenficapolvo, o CEO do Benfica, Domingos Soares de Oliveira, sugere a Paulo Gonçalves (assessor jurídico) uma engenharia financeira. "Em junho do ano passado, X e a SAD assinam contrato com uma opção de compra e venda sobre o jogador A pelo valor de 7,5 [milhões de euros]. A SAD recebe à cabeça 4,5. Esse acordo fica no cofre à espera de divulgação à CMVM", atirou Oliveira.

Depois, "em janeiro deste ano [2010]", o Benfica compraria um outro jogador – nomeado ‘jogador B’ – por 5,5 milhões de euros, num contrato já comunicado à CMVM. Em março, "a SAD anula o contrato de junho e assina outro em paralelo, de igual montante, mas sobre o jogador B". Aí, a SAD revela que, caso queira recuperar a dita opção, "deverá devolver" 2 milhões de euros e "50 por cento do passe do jogador C". O contrato "de junho é rasgado". Especialistas consultados por Record explicam que, no que diz respeito a regras de transferências, nada de ilegal terá sido cogitado. No entanto, poderia estar em causa uma eventual quebra dos regulamentos da CMVM, pois todos os movimentos suscetíveis de poderem mexer com o valor das ações têm de ser comunicados, independentemente dos montantes envolvidos.

CMVM não faz comentários

Confrontada com o email em que Domingos Soares de Oliveira sugere uma engenharia financeira abordando várias vezes os procedimentos a ter com a CMVM, a própria Comissão do Mercado de Valores Mobiliários limitou-se a informar que não faz qualquer tipo de comentário em relação a esta matéria. Esta foi a postura transmitida ao nosso jornal por fonte oficial da dita entidade.

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