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Toni «libertado»pela FIFA pode defrontar o Varzim

CERTIFICADO PROVISÓRIO DEU ENTRADA NA LIGA

Depois de cinco meses sem poder jogar, o defesa direito está às ordens de Jesualdo Ferreira. Contudo, o Benfica terá de chegar a acordo com o Antuérpia que reclama 650 mil euros
Toni «libertado»pela FIFA pode defrontar o Varzim • Foto: Fernando Ferreira
O DEFESA direito Toni pode, finalmente, jogar pelo Benfica depois de o certificado internacional provisório do jogador ter sido enviado, ontem à tarde, pela FIFA. A inscrição do ex-Farense na Liga ficou regularizada ainda ontem pelo que, caso o treinador Jesualdo Ferreira assim o entenda, Toni poderá defrontar o Varzim no próximo sábado.

Contudo, o complexo imbróglio que manteve o atleta afastado da competição desde Setembro – altura que começou a treinar com o plantel encarnado – ainda não está resolvido. Isto porque a FIFA colocou como condição para o envio do certificado internacional a garantia do Benfica em resolver o diferendo com o Antuérpia, clube belga que defende ter direitos sobre Toni graças a um contrato assinado através da Premier Holding, empresa que exige o pagamento de 650 mil euros.

Apesar da inexistência de um acordo, a FIFA foi ao encontro dos desejos do jogador, ou seja, optou por não o manter inactivo por mais tempo. Daí que, ontem de manhã, o órgão de Zurique tenha comunicado à FPF a disponibilidade para enviar o certificado internacional provisório de Toni caso o Benfica concordasse com a obrigatoriedade de, posteriormente, chegar a acordo com o Antuérpia.

Os responsáveis federativos informaram o clube da Luz que anuíu de pronto, abrindo caminho ao desfecho anunciado ao princípio da noite por João Malheiro. “Já chegou o certificado internacional de Toni, o que siginifica que o jogador pode actuar frente ao Varzim desde que seja esse o entendimento da equipa técnica”, afirmou o director de comunicação dos encarnados.

A disponibilidade de Toni é uma boa notícia para a equipa técnica dada a lesão de Cabral, habitual titular no flanco direito da defesa.

Quanto ao acordo definitivo com o Antuérpia, fica adiado para os tempos mais próximos. O certo é que esse entendimento será obrigatório e implicará a auscultação das partes pela FIFA.

Processo com seis meses

22 de Junho - Após ter sido observado numa série de jogos pelo Farense, Toni assina um contrato com a empresa Premier Holding, falando-se do interesse do West Ham para concretizar a operação junto do Farense. Contudo, o jogador não é apresentado por nenhum clube, mantendo-se o mistério acerca do seu destino. Veio depois a saber-se que o Antuérpia estava envolvido no negócio.

27 de Agosto - Toni é apresentado como reforço do Benfica, que julga estar a contratar um futebolista livre de compromissos.

3 de Setembro - Encerram as inscrições e a Toni é atribuída a camisola número 2. Fica no entanto claro que o jogador não pode ser utilizado enquanto o seu processo não estiver completo. E isso só pode acontecer com a chegada do certificado internacional, que, descobriu-se depois, estava retido na federação belga, a mando do Antuérpia. Tudo porque os belgas querem ser ressarcidos do dinheiro que alegam ter investido na compra do jogador: propõem vender metade do passe por 600 mil dólares (750 mil euros), mas o clube português não quer pagar mais de metade desse valor.

4 de Setembro - Pela voz de Amândio de Carvalho, a Federação Portuguesa de Futebol diz já ter feito “tudo o que era possível” para resolver o caso. Contudo, os belgas não cederam e nada restava senão ficar à espera que a FIFA resolvesse emitir um certificado internacional provisório, que permitisse ao jogador actuar sem mais delongas. Algo que costuma levar três meses.
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