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Trapattoni: «Não sou Jesus Cristo mas se não estão satisfeitos...»

TÉCNICO ITALIANO "COLOCA" BENFICA NA LIDERANÇA E DISCUTE COM ADEPTO

"Não sou Jesus Cristo, mas se não estão satisfeitos com a equipa nesta posição..." No dia em que o Benfica ascendeu à liderança, isolada, da SuperLiga, Giovanni Trapattoni travou-se de razões com um adepto, logo após o segundo golo.

"Virei-me a um adepto, não aos adeptos. Não fui simpático com ele, mas desde o primeiro jogo que ele não tem sido simpático comigo. Disse-lhe para esperar pelo fim do jogo para lhe explicar", relatou o técnico italiano, para quem era "muito importante ganhar" ontem, depois da derrota do FC Porto.

"Ontem [anteontem], dizia que seria um jogo muito duro e difícil. Não sabia era o quanto espectacular seria. Costumo dizer que um jogo destes é masculino, europeu, internacional e físico. É muito importante saber interpretá-lo. Nem sempre se pode jogar assim."

Para Trapattoni, a equipa que comanda mostrou, desde o início da partida, que "acreditava e queria ganhar", recusando entrar em euforias. "Até hoje, nada ganhámos. A palavra liderança não me importa; o importante é continuar a acreditar, ter mentalidade, atitude e não perder a cabeça."

"Pensamos que é difícil, mas sabemos que este é o caminho. Outros jogadores podem dar outra qualidade, mas este plantel tem qualidade. A ópera pode ser pesada ou ligeira", acrescentou, defendendo a forma de jogar do Benfica: "Vejo o Chelsea e, quando há um pontapé de baliza, há muitos médios a procurar a bola como ninguém e só um avançado lá na frente... Depois, quando têm a bola, é que estendem o jogo. Não podemos fazer cálculos. É humano acomodarmo-nos à vantagem, mas não podemos ser humanos. Acreditamos no que fazemos."

«Senti no banco que Mantorras ia marcar»

Trapattoni manifestou a satisfação por Mantorras, que se estreou a titular, marcando o primeiro golo frente ao Gil Vicente. "Estamos todos contentes por ele. Ainda não está em condições de fazer 90 minutos, mas está bem e tem mentalidade. Graças a Deus recuperou. Mas também necessita de um pouco de sorte. Quando pegou na bola, no banco, disse para comigo 'remata, remata, remata'. Senti que ele ia marcar", confessou.

Noutro plano, a terminar a conferência de imprensa, o treinador dos encanados, como que enviando uma mensagem aos adeptos, fez ver: "Aqui tenho o coração, aqui a simpatia e aqui [batendo na cabeça] a responsabilidade. E tenho de decidir com responsabilidade, por respeito a quem me paga. Tenho Quim e Moreira. São todos jogadores do Benfica. Os adeptos têm de perceber isto."
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