Jorge Simão quer "aproveitar aquilo que de bom tem sido feito" no Boavista

Novo treinador dos axadrezados já tinha "saudades da relva"

• Foto: MoveNotícias

Jorge Simão foi hoje apresentado como treinador de do Boavista, dizendo que "já estava com saudades da relva" e que quer "aproveitar aquilo que de bom tem sido feito e não mexer muito para não estragar muito"

Simão substituiu Miguel Leal, o qual, segundo informou a SAD axadrezada, tomou a iniciativa de se demitir após o final do treino que ainda orientou na quarta-feira.

O técnico assume funções a dois dias da receção ao Benfica, para a sexta jornada da Liga NOS, e salientou que é "inalcançável" preparar um jogo num tão curto espaço de tempo.

"O que vou fazer é aproveitar aquilo que de bom tem sido feito e não mexer muito para não estragar muito, porque mexer em muitos conceitos de repente também provoca confusão", sustentou, acrescentando que poderá dar "aqui e ali um cunho pessoal".

A apresentação do novo treinador foi testemunhada pelos presidentes do clube, João Loureiro, e da SAD boavisteira, Álvaro Braga Júnior, e por outros dirigentes, bem com por alguns associados.

Jorge Simão surgiu acompanhado pelos seus adjuntos Luís Vilela, Gilberto Andrade e por Alfredo Castro, sendo que este fazia parte da equipa técnica de Miguel Leal. O treinador começou por fazer uma breve declaração e referiu que já tinha "saudades da relva".

"Nada melhor do que entrar num clube com uma história tão rica como o Boavista, para que conseguisse afogar de uma só vez essas saudades", completou.

Jorge Simão observou que "os tempos não têm sido fáceis, nem para o clube nem para mim próprio, porque entrar numa fase intermédia da época também não é fácil, ainda por cima a dois dias de um jogo contra uma equipa grande".

Apesar disso, de tudo ter acontecido "repentinamente", frisou que "jamais poderia dizer que não" ao desafio que lhe foi lançado "e jamais poderia dizer que não ao estar presente no banco" no jogo como o Boavista-Benfica.

"Na minha cabeça, não fazia sentido dizer que sou treinador do Boavista e não estar presente no banco, independentemente das dificuldades associadas a um jogo desta dimensão", explicou, dizendo que estar ali "de corpo e alma".

O técnico confia poder "desenvolver um trabalho de acordo com o desafio lançado pelos responsáveis do clube", que disse ser "ajudar o clube a alcançar uma classificação próxima daquela que foi atingida na época passada (nono lugar)", objetivo este, aliás, que Miguel Leal já havia apresentado.

Jorge Simão adiantou que aproveitou a pausa na sua carreira para "uma regeneração e uma reflexão" sobre o seu percurso profissional e até sobre as suas ideias, o que lhe permitiu "acompanhar durante uns dias" o técnico italiano Maurizio Sarri, do Nápoles. "Foi uma boa experiência", frisou.

Segue-se o Boavista, clube a que chega devido a um "desafio lançado muito repentinamente" e ao qual respondeu "muito repentinamente também".

"É um facto que os resultados [do Boavista] não têm sido aqueles que seriam expetáveis, mas nem tudo está mal e é por sentir confiança naquilo que tenho visto que não receei estar aqui hoje e ter tomado uma decisão tão brusca", destacou.

Jorge Simão considerou haver "qualidade e talento para colocar o Boavista" em linha com os seus objetivos e disse que o seu contrato é válido até ao final desta época.

"Foi uma solicitação da minha parte, porque fazer contratos de longa duração vale o que vale. Às tantas torna-se uma prisão quer para o treinador quer para o clube", argumentou.

O Boavista, 16.º classificado da Liga NOS, com três pontos, recebe no próximo sábado o Benfica, terceiro, com 13, numa partida da sexta jornada que será arbitrada por Artur Soares Dias, da Associação de Futebol do Porto.

Por Lusa
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