A crónica do Marítimo-Benfica, 2-0: Caldeirão do declínio
Benfica mandou no jogo, mas sucumbiu ao contra-ataque de quem só quis defender, depois de Lage ter mudado tudo… sem necessidade
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Quem diria que o Benfica, com entrada fortíssima nos Barreiros – 20 minutos do melhor futebol que já se lhe viu fazer depois da retoma –, acabaria por sucumbir (no jogo e, com grande probabilidade, na conquista de nova Liga) frente a um Marítimo que teve por única preocupação tapar os caminhos para a sua baliza, à custa de dois golpes fulminantes de um futebolista supersónico, Nanú, principal figura da muito improvável vitória madeirense – qual declínio anunciado de uma época agora penosa, que até foi muito feliz até ao jogo do Dragão, com responsabilidade direta do treinador, como ontem se viu. É que quando se mexe num grupo que até carburava sem necessidade, o mais provável é verificar-se a ‘debacle’. E, desta feita, Bruno Lage vai ter dificuldade em explicar o inexplicável.