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Académica-Sp. Braga, 1-1: Ter vontade não chegou

falhada oportunidade de cumprir objetivos

Enquanto Nuno André Coelho pede falta sobre Eduardo, Makelele empurra de pé direito para o empate.
Académica-Sp. Braga, 1-1: Ter vontade não chegou • Foto: BRUNO PIRES

A receção da Académica ao Sp. Braga resultou num jogo de oportunidades desperdiçadas. E não se fala aqui de ocasiões de golo, porque essas foram escassas. Antes oportunidades perdidas de ambas as equipas cumprirem os respetivos objetivos. Com o empate 1-1, os estudantes ainda não conseguiram chegar aos 30 pontos, meta estabelecida por SérgioConceição para garantir, desde já, a permanência – ficou, contudo, lá perto (tem 29). Já os bracarenses precisavam de ganhar para não deixarem fugir o comboio da Europa – continuando na rota, ficaram, no entanto, mais longe.

Consulte o direto do encontro.

Certo é que os jogadores deram tudo para oferecer o triunfo às respetivas equipas. A começar pelos minhotos, que logo aos 5 minutos se adiantaram no marcador, por Pardo. O colombiano entrou muito forte pela esquerda, fletiu para o interior, deixando Diogo Valente para trás, e disparou com o pé canhoto, colocando a bola em arco para o canto mais distante da baliza.

O Sp. Braga é a equipa deste campeonato que mais vezes marca no primeiro quarto de hora e, ontem, fez jus à fama, obtendo o seu 8.º golo nesse período de tempo.

Táticas

Foi, digamos assim, um golo à queima-roupa, numa fase em que ambas as formações procuravam encontrar o seu rumo. Apostando em dois homens mais recuados – FernandoAlexandre e Makelele –, com Marcos Paulo, muito dinâmico, no papel de maestro, Sérgio Conceição deixou o papel de ponta-de-lança a Moussa, servido nos flancos por Agra, à direita, e Diogo Valente à esquerda. Um disposição tática que, após o golo bracarense, mostrou ser mais consistente que a do rival.Rúben Micael, que devia dar maior apoio à dupla atacante – Rusescu e Moreno –, teve de recuar para ajudar Custódio, criando um fosso no meio-campo.

Com Djavan a subir com grande perigo e Marcos Paulo a levar a equipa para a frente, a Académica posicionou-se no último terço do terreno e pressentia-se o golo – aos 12’ houve mesmo um lance duvidoso com Diogo Valente a cair na área, mas ficou a sensação que pode ter simulado.

Aos 31 minutos, a Académica chegou mesmo ao golo, numa jogada confusa, onde Eduardo, que não fez tudo o que podia, pode ter sido carregado. E assim chegou o intervalo, com 1-1.

Paixão, que não contou com os lesionados Alan, Éder,Rafa e Sasso, fez o que pôde e pediu outra atitude à equipa, que entrou na segunda parte a dominar. Mas Sérgio Conceição soube esperar e aguentou até meter Marinho e Cleyton, dupla que ajudou a Académica a terminar o jogo mais perto do golo. Não o conseguiu e, assim, passou mais um ano sem vencer o Sp. Braga no seu reduto. O último triunfo (1-0) já foi a 1 de junho de 2003!

Árbitro: Marco Ferreira (nota 2)

Noite complicada, com lances suspeitos, mas inconclusivos. Aos 12’, Diogo Valente pareceu ter sido tocado na área em lance para penálti e, no golo da Académica, Eduardo terá sido impedido de chegar à bola por suposta carga de Moussa. Mas foram lances sem certezas, pelo que merece o benefício da dúvida.

Melhor em campo: Djavan

O lateral brasileiro fez vibrar as bancadas com as suas incursões pelo flanco esquerdo. Um perigo à solta e um desequilibrador nato.

Momento

A má saída entre os postes de Eduardo e a possível falta sofrida na ação possibilitaram o empate.

Número

8 O Sp. Braga é a equipa que, esta época, mais vezes marca nos primeiros 15 minutos. Ontem fez o 8.º golo nesse período.

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