AG da Liga para deixar tudo claro sobre as equipas B

Clubes na expectativa sobre as propostas de Proença para preservar estabilidade da 2.ª Liga

• Foto: Pedro Ferreira

A assembleia geral da Liga, suspensa a 27 de fevereiro, vai finalmente ser retomada hoje. O tema mais premente sobre a mesa prende-se com a clarificação do estatuto das equipas B que pretendam competir na 2ª Liga a partir de 2018/19. A anterior reunião magna foi travada precisamente porque a FPF ainda não tinha anunciado os contornos do seu projeto de campeonato de sub-23, pelo que foi necessário criar espaço para um "debate útil" ante a certeza de que existiria alguma sobreposição entre as iniciativas.

Ao que o nosso jornal apurou na sequência de um apalpar de pulso ao sentimento de vários clubes profissionais, a expectativa centra-se em conhecer o enquadramento definitivo das equipas B na 2ª Liga. Pontos como o valor das taxas de inscrição são fundamentais, apesar de existirem poucas dúvidas sobre quem vai continuar em prova ou prefere sair. Benfica, FC Porto e V. Guimarães mantêm as formações B, cenário que é praticamente seguro também em relação ao Sp. Braga. Só o Sporting deve ficar em exclusivo no campeonato de sub-23.

O clubes reconhecem o vigor com que Pedro Proença se bateu no sentido de inculcar a noção de que a continuidade das equipas B é importante para o futebol português, mas igualmente fundamental para a sustentabilidade das próprias competições (375 milhões arrecadados em transferências de jogadores que passaram pelas equipas B desde 2012), pelo que existe predisposição para uma reflexão sobre o que a Liga colocar sobre a mesa.

Em paralelo, existem questões logísticas que também devem levadas em conta e que criam constrangimentos igualmente ao Campeonato de Portugal. Um caso evidente prende-se com a situação do Sporting B. Caso consiga a permanência pela via desportiva, e está a quatro pontos da linha de água, mas depois não formalizar a sua inscrição como está pré-anunciado, qual será a solução preconizada pela Liga? Trata-se de um caso que afeta a luta pela permanência, mas também o escalão abaixo, pelo que a vontade é que a reta final das competições seja encarada sem qualquer dúvida pendente.

Caixas de segurança

Mantendo o seu procedimento habitual, o G15 vai reunir-se de manhã, em Vila Nova de Gaia, no sentido de concertar posições e preparar a assembleia geral que terá lugar ao início da tarde, na sede da Liga. Para além da questão Gil Vicente e equipas B, será também analisada a manutenção, ou não, da obrigatoriedade das caixas de segurança, que eventualmente serão obrigatórias nos clubes grandes.

Gil Vicente afinal continua na gaveta

Tudo indica que ainda não será hoje que o futuro desportivo do Gil Vicente será clarificado. O próprio presidente dos galos, Francisco Dias da Silva reconheceu esse cenário. "À partida, nesta assembleia, em princípio não", respondeu ao nosso jornal. Os minhotos pretendem ser integrados na 1.ª Liga em 2018/19, mas o acordo patrocinado pela Liga adiou essa medida para 2019/20, o que obriga o Gil Vicente a uma temporada em que, seja na 2.ª Liga ou Campeonato de Portugal, não terá qualquer objetivo desportivo. Foi criado em fevereiro um grupo de trabalho com representantes de Liga, FPF e Gil Vicente para definir os moldes dessa subida administrativa, tendo um prazo de 90 dias para apresentar conclusões. O fumo branco não parece iminente.

Por Vítor Pinto e André Gonçalves
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