António Simões critica "palavras grosseiras" na reta final da época

Pede para que as pessoas desfrutem da competição entre Benfica e Sporting

O histórico jogador benfiquista António Simões criticou esta quinta-feira as "palavras grosseiras e inconvenientes" na reta final da I Liga, que "em nada promovem o futebol".

"É essa a parte que eu não gosto. É essa a parte que me sinto com alguma legitimidade para dizer alguma coisa. Tenho obrigação moral e até a obrigação de cidadania de não me deixar envolver em palavras grosseiras e inconvenientes que em nada promovem o futebol. Não tem graça nenhuma o futebol com essa grosseria", afirmou, à margem do lançamento do livro "Eusébio. O Romance", em Lisboa.

Reconhecendo que o campeonato português entrou "numa fase determinante", com o líder Benfica e o Sporting separados por apenas dois pontos a duas jogadas do fim, António Simões admitiu que "há uma pressão e uma tensão enorme à volta de muita gente".

"O país está mobilizado para estes dois jogos que aí vêm. O Benfica e o Sporting são 90 por cento deste país e portanto tudo se passa com alguma naturalidade. O problema é que há uma parte de gente que não percebe que isto é um privilégio, que devíamos desfrutar de uma situação interessantíssima e emocionante, só precisávamos de ter controlo", acentuou.

António Simões lançou ainda um apelo aos principais protagonistas, em especial os jogadores, que "sejam capazes de jogar sem se deixarem levar numa emoção descontrolada".

"Eu desejo que o Benfica ganhe, com certeza que sim. Mas desejo que os jogadores destes clubes, que têm um acréscimo de responsabilidade porque representam clubes de grande dimensão sejam capazes de jogar sem se deixarem levar numa emoção descontrolada. Tenho a esperança que os jogadores, juntamente com os seus treinadores e os árbitros, sejam capazes de não deixar que o descontrole estrague tudo", comentou.

De resto, o histórico benfiquista, contemporâneo de Eusébio na Luz, admitiu que "a ida do Sporting a Braga no último jogo" traga "um grau de dificuldade maior" para a equipa comandada por Jorge Jesus.

"Mas quando chega a este ponto já não interessa com quem se vai jogar, mas que se jogue e se jogue bem. Estamos perante um momento especial do futebol português", realçou.

Na apresentação do livro de Sónia Louro, a filha de Eusébio Sandra Ferreira enalteceu a obra por retratar de forma fidedigna os "pensamentos e sentimentos" da antiga glória do Benfica.

"É uma mensagem forte de valores, nomeadamente a humildade, a amizade, o respeito, o amor e o 'fair-play', a que hoje não assistimos", disse.

Na ocasião, a autora da obra destacou a circunstância de Eusébio "causar delírio em fãs" numa altura em que tal não era tão comum como atualmente.

"O Eusébio granjeava à sua volta uma admiração que à época não era tão comum e que é muito interessante verificar", afirmou.

Por Lusa
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