Record

Arouca-Belenenses, 2-0: A arma do triunfo saiu do laboratório

azuis sem antídoto para o acerto arouquense

Arouca-Belenenses, 2-0: A arma do triunfo saiu do laboratório
Arouca-Belenenses, 2-0: A arma do triunfo saiu do laboratório

Ainda não foi desta que o Belenenses conseguiu a sua primeira vitória fora de portas, na presente edição do campeonato, mesmo perante um adversário limitado por várias ausências e que nem conseguiu preencher a totalidade dos lugares no banco de suplentes. Pior do que isso: os azuis do Restelo saíram derrotados frente a um Arouca que, de forma estratégica, até lhes entregou a bola e, consequentemente, o comando das operações, mas que, depois, tirou o melhor proveito dos lances de bola parada e marcou dois golos em momentos oportunos.

Consulte o direto do encontro.

O Belenenses entrou, de facto, apostado em aproveitar as fraquezas de um Arouca privado de muitas espingardas, tentou pegar desde cedo no jogo e dominou o adversário, ganhando os duelos no miolo. No entanto, esse domínio traduziu-se tão-só numa série de cantos conquistados, sendo que Cássio ia vendo esses lances passarem sem ter de se aplicar a fundo. Quem não ganhou para o susto foi o guarda-redes contrário. Logo nos minutos iniciais, num lance fortuito, Lassad surgiu na cara de Matt Jones, mas nem na baliza acertou. O avançado tunisino deixou, isso sim, um aviso sério, mas que não foi tomado em conta pelos adversários.

Com Fredy a empurrar os azuis para a frente, usando a sua apurada técnica individual, faltou quem conseguisse dar sequência às suas iniciativas, já que a bola raramente chegava em condições a Rambé. Na hora de servir o ponta-de-lança, João Pedro e Miguel Rosa falhavam redondamente, em certa parte também devido às boas intervenções do quarteto defensivo arouquense.

Foi nesta toada de maior envolvimento ofensivo do Belenenses que, na sequência de um lance de bola parada, Lassad abriu o marcador, e num momento de capital importância, bem perto do intervalo. Um fator que empolgou a equipa da casa e desmotivou a forasteira, algo que transpareceu para fora e de forma clara no início da etapa complementar.

Jogar no erro

Os homens de Pedro Emanuel voltaram mais tranquilos do balneário, mas com a mesma estratégia, como que a jogar no erro do adversário. Por seu lado, o Belenenses tremia nas suas ações, também devido à impaciência que os seus adeptos revelavam nas bancadas. Os azuis não conseguiam criar uma oportunidade clara de golo, nem tão-pouco construir um lance com princípio, meio e fim, e não foi preciso esperar muito para o Arouca, por Bruno Amaro, ampliar a vantagem e sentenciar a partida, recorrendo novamente ao laboratório, desta feita num livre direto. Depois, foi só deixar o tempo correr e festejar no fim.

Árbitro: Bruno Paixão (nota 2)

Bruno Paixão usou e abusou do cartão amarelo, e nem sempre foi coerente a mostrá-lo, o que prejudicou não só a sua exibição como também o jogo em si. Pareceu ter decidido bem, ao anular um lance de ataque do Belenenses, por mão na bola de Rambé, mas nem sempre decidiu assim tão bem num jogo que era fácil.

Melhor em campo: Bruno Amaro

Lúcido a distribuir e incansável a defender, ainda apontou o golo que trouxe maior tranquilidade à sua equipa.

Momento

O golo de Lassad, bem perto do final da primeira parte, surgiu de certa forma contra a corrente de jogo e galvanizou o Arouca.

Número

8 cartões amarelos foram um exagero num jogo com muita entrega, mas sempre correto.

Deixe o seu comentário
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Liga NOS

Notícias

Notícias Mais Vistas

M