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Arouca-Marítimo, 1-2: Caminho Marítimo na cabeça de Heldon

postura dominante do arouca não teve reflexos práticos

Arouca-Marítimo, 1-2: Caminho Marítimo na cabeça de Heldon
Arouca-Marítimo, 1-2: Caminho Marítimo na cabeça de Heldon • Foto: MANUEL AZEVEDO

Nada de novo na vila de Arouca. O debutante da Liga continua a ser o pior ataque da prova e a segurar a lanterna vermelha, desta feita após mais um desaire na receção a um Marítimo de tração traseira, mas que contou com a inspiração de Heldon para arrecadar a segunda vitória consecutiva desta época. Um feito que deixa o conjunto orientado por Pedro Martins muito próximo de poder saltar para a metade superior da classificação.

Consulte o direto do encontro.

De nada valeu a postura dominante que o Arouca tratou de colocar em jogo desde o apito inicial. O Marítimo esteve 45 minutos fechadinho atrás da linha da bola, a aguentar com a pressão e a agradecer a displicência do ataque adversário. Um desenrolar que o técnico Pedro Martins tratou de inverter ainda antes da meia hora de jogo quando começou a dar instruções ao suplente Danilo Pereira.

Contudo, a substituição não teve reflexos no comportamento da equipa e só o período de descanso foi capaz de inverter o sentido único da partida. A audácia que o Marítimo trouxe do balneário apanhou o Arouca desprevenido e permitiu a Heldon e companhia uma série de investidas em velocidade que acabou por dar frutos logo aos 50 minutos.

O tiro à queima-roupa do internacional cabo-verdiano, após uma sucessão de remates em que a defesa do Arouca foi demasiado meiga, deu uma expressão inesperada à partida. Pedro Emanuel acusou o toque e tratou de mexer na equipa para colmatar a evidente falta de profundidade.

Uma aposta feliz, dado que Serginho entrou em campo a correr, literalmente, para fazer o golo do empate, após uma assistência magistral de Roberto naquele que foi o único lance com discernimento que o Arouca apresentou em todo o segundo tempo.

Lance determinante

A igualdade teve o condão de acelerar o ritmo de jogo, mas a ansiedade em querer dar a volta ao jogo levou o central Miguel Oliveira a ser admoestado com dois amarelos no espaço de oito minutos. Uma expulsão que não tirou ânimo ao coletivo, mas permitiu espaços proibidos que o Marítimo não se fez rogado em aproveitar para escrever a história do jogo. Novamente pelo inevitável Heldon, que voltou a bater o desamparado Cássio com um cabeceamento sem oposição e como mandam as regras, mesmo no meio da dupla de centrais arouquense, à entrada da reta final do jogo.

Em inferioridade numérica e com apenas 10 minutos de jogo pela frente, o Arouca não encontrou força anímica para voltar à discussão pelo resultado e sucumbiu à confortável postura de gestão que Marítimo assumiu até ao apito final.

Árbitro: Jorge Sousa (nota 3)

Dos quatro lances polémicos que Jorge Sousa teve para decidir apenas um é polémico. O contacto limpo (14’) de João Diogo com David Simão na área. Expulsões dos capitães Miguel Oliveira e Sami certas. A única dúvida é com que parte do corpo o central Gegé desviou o cruzamento (54’) de Pintassilgo.

Melhor em campo: Heldon

Acutilância nos flancos catapultou coletivo para o ataque e definiu o curso do jogo com dois golos de belo efeito.

Momento

Serginho entrou (65’) em campo, correu para a área e fez o empate, mas três minutos depois Miguel Oliveira foi expulso.

Número

7 Jogos consecutivos sem vencer explicam o porquê do Arouca estar em último lugar.

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