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Boavista-Arouca, 3-1: A casa dos horrores fez mais uma vítima

axadrezados peritos em bater adversários diretos no bessa

Boavista-Arouca, 3-1: A casa dos horrores fez mais uma vítima
Boavista-Arouca, 3-1: A casa dos horrores fez mais uma vítima • Foto: amândia queirós

Não há equipa aflita que pontue no Bessa. O Boavista está perfeito nos confrontos em casa frente aos adversários diretos e, depois de já ter derrotado Académica, Gil Vicente e Penafiel, ontem, venceu (e muito bem!) o Arouca.

Consulte o direto do encontro.

Petit vinha da sexta derrota em oito jogos fora e mostrou a sua mão pesada com quatro caras novas no onze. As alterações fizeram-se sentir, a começar logo pelos dois laterais. Afonso Figueiredo até se estreou no campeonato e foi graças à solidez defensiva que a pantera ganhou fôlego para atacar. Os axadrezados entraram bem no jogo, com uma atitude digna do velho Boavistão que no início do século se sagrou campeão nacional. Petit bebeu muito da influência de Jaime Pacheco e foi com essa intensidade tão particular que começou por empurrar o adversário para bem perto da sua baliza. Com tantos homens para ultrapassar, acabaria por ser de longe que Diego Lima daria o primeiro sinal de perigo. O remate saiu ao lado, mas serviu de aviso ao Arouca.

No banco, Pedro Emanuel devia estar a viver um momento nostálgico por regressar ao Bessa tantos anos depois, mas, na tarde em que cumpria o seu 100.º jogo na Liga como treinador, o que mais queria era pontuar. Sim, pontuar. Com o lateral Nelsinho como surpresa no corredor esquerdo do ataque, o Arouca foi sempre uma equipa de tração atrás e só entre o minuto 11 e o 14 andou perto da baliza de Mika.

Depois, só deu Boavista e o golo, ainda antes do intervalo, surgiu com naturalidade. Zé Manuel já tinha obrigado Goicoechea a fazer a defesa da tarde, mas, à segunda tentativa, não desperdiçou. A perder, Pedro Emanuel manteve intacto o 4x4x2 que, ultimamente, tem apostado fora de casa e até viu a sua equipa crescer ligeiramente e chegar ao empate.

Talvez tenha sido o pior que aconteceu ao Arouca!OBoavistão voltou a acordar e a esmagar o adversário. Uchebo não tardou em desempatar a partida e só Goicoechea evitou que o desnorte se traduzisse num 3-1 bem mais cedo. Osintético estava todo desnivelado para o lado em que atacavam os da casa e Brito viria mesmo a marcar o tal 3.º golo.

O homem do jogo: Zé Manuel

Quem diria que saltou do CNSpara a Liga?! Depois de ter aquecido bem as luvas de Goicoechea, inaugurou o marcador, assistiu Uchebo para nova vantagem e ainda ganharia a grande penalidade que Leozinho desperdiçou

Árbitro: Rui Costa (nota 3)

Impôs a sua autoridade com alguns apitos a mais, mas teve sempre um jogo, que prometia ser quentinho, controlado.Algumas dúvidas no penálti, que não teve influência no resultado

Momento

O Arouca tinha ganho confiança com o empate, mas eis que Uchebo rasgou a defesa contrária e disparou para o 2-1 (71’). Não mais o Boavista perdeu o controlo

Número

4 As defesas “impossíveis” de Goicoechea. Zé Manuel abriu as hostilidades (33’) e o lance do penálti é digno de rever na televisão. Um espetáculo do uruguaio!

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