Carvalhal sobre o Benfica de Bruno Lage: «Era assim que jogava o Sheffield Wednesday»

Treinador, que passou pelo Sporting e Sp. Braga, participa no Fórum de Treinadores da ANTF, em Portimão

Carlos Carvalhal participou esta terça-feira no Fórum de Treinadores da ANTF, em Portimão. O treinador, que está atualmente sem clube, falou sobre o seu futuro, como antevê os jogos das meias-finais da Taça de Portugal, com os quatro primeiros classificados da Liga NOS, e o que espera para o que falta até final do campeonato, com elogios a Bruno Lage, com quem trabalhou durante quatro anos. 

"Temos duas equipas a discutir o título nesta altura. Com a vitória em Braga o FC Porto deu um passo importante. O Benfica ganhou de forma sofrida, como esperava que fosse acontecer com toda a sinceridade. Com o Benfica a jogar com grande intensidade, fruto do treino também, e depois com a paragem de duas semanas… o padrão comportamental dos jogadores alterou-se completamente devido à ausência do treino. Esperava algumas dificuldades com o Tondela, que se verificaram. Mas penso que o Benfica irá recuperar as boas exibições rapidamente, porque o padrão, o organismo dos jogadores individual e coletivo reaparece muito rapidamente em função do trabalho diário", afirmou. 

"Escorregar daqui até ao final da Liga será fatal para qualquer uma das equipas. Ambas estão muito bem preparadas. Dois excelentes treinadores", disse Carlos Carvalhal, a quem o esquema de jogo do Benfica de Bruno Lage não surpreende. 

"Foram 4 anos de trabalho juntos, no Emirados e em Inglaterra. De partilha, de muito trabalho. Ainda o Bruno Lage não estava sequer na equipa B do Benfica e já eu dizia que ele tinha condições para ser um excelente treinador no futuro. Aliás, tal como aconteceu com o Miguel Leal e o Miguel Cardoso, que também integraram as minhas equipas técnicas. A subida foi mais rápida do que esperaria, foi uma ascensão rápida. Mas a nível da preparação e do conhecimento… de tudo o que aprendeu em Inglaterra, a jogar de 3 em 3 dias, com a necessidade de jogar os jogadores, de responder sempre para ganhar, sem estar a fazer o luto do desaire… Ficamos todos com uma bagagem forte para enfrentarmos desafios deste calibre. Para mim não é surpresa nenhuma, até na forma de jogar. Identifico muito bem, porque era nossa, partilhada. Uma forma de jogar intensa, atrativa, ofensiva, equilibrada. Era assim que jogava o Sheffield Wednesday e é assim que joga o Benfica, mas com outro tipo de intérpretes e com o dedo de Bruno Lage", referiu o treinador.

Por Alexandre Carvalho
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