Graça Freitas: «Realização do Sporting-Gil Vicente é decisão da autoridade de saúde local»

Diretora-geral de Saúde comenta casos de Covid-19 nas duas equipas

Graça Freitas, diretora-geral de Saúde, abordou esta quarta-feira o jogo entre o Sporting e o Gil Vicente da 1ª jornada da 1ª Liga, que está em risco devido ao elevado número de casos positivos de Covid-19 em ambas as equipas. A decisão será sempre da autoridade de saúde local. Neste caso Lisboa porque o jogo se realiza no Estádio José Alvalade.

"A responsabilidade por avaliar localmente as condições que existem para um jogo se realizar, ou não, é da autoridade de saúde local. Se a decisão for difícil, a autoridade de saúda local pode reunir com a regional e a regional com a nacional e tomarmos a decisão em conjunto", garantiu Graça Freitas, em conferência de imprensa.

"Este caso é totalmente diferente do panorama habitual da 1ª liga. Quando acontecia, era um caso, um jogador ou elemento da equipa técnica que estava infetado. Nesta situação estamos a falar de surtos e portanto, dentro de cada equipa, vamos ter pessoas divididas em vários grupos. Vamos ter os positivos, que obviamente não vão jogar porque são doentes e estão em isolamento. Depois, podemos ter outro quadrante de pessoas que estão em quarentena porque foram contactos de alto risco e ainda outros jogadores noutro grupo que, ou não foram contacto e estão a fazer a sua vida normal, ou foram contactos de baixo risco. Isto é uma situação complexa. Neste momento, o que posso dizer que os meus colegas que acompanham as duas equipas estão a fazer tudo para ver se há condições que a 1ª Liga se inicie quando está programada. Dito isto, se houver, é o adiamento do jogo. Isto, se não for de todo possível. Não é parar a 1ª Liga. Os outros jogos vão continuar a realizar-se. Mas esta análise é complexa, dado o número de pessoas envolvidas ironicamente nas duas equipas. Estamos a acompanhar de perto esta situação, mas a decisão será sempre da autoridade de saúde local (Lisboa)", acrescentou ainda a directora-geral de Saúde.

Relativamente ao tempo de quarentena imposto aos jogadores e treinadores, e se a DGS estaria a reavaliar este período, sobretudo em comparação com outros países, como Espanha ou França, onde o período de isolamento é mais curto, Graça Freitas deu alguma margem de manobra para que possa ser adotado o período de 10 dias em vez dos 14 dias agora estabelecidos. "De facto, os dez dias são consensuais para casos positivos porque é mais fácil seguir o percurso de alguém que fez um teste do que acompanhar um contacto de um positivo. Começa a haver algum consenso à volta dos 10 dias, o que seria uma ótima notícia porque se encurtaria dos 14 para os 10 dias. Mas temos que ser cuidadosos para não aumentar o risco", sublinhou.

Por Record
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