Má vizinhança entre Benfica e Sporting: queixas não param de aumentar

Tudo começou em fevereiro de 2015, quando Bruno de Carvalho revelou que Vieira queria um encontro...

• Foto: Luís Manuel Neves

O Conselho de Disciplina (CD) mandou abrir dois processos disciplinares a Bruno de Carvalho e um a Jorge Jesus tudo na sequência de queixas apresentadas pelo Benfica. Um dos casos teve por base a utilização do termo 'bardamerda' por parte Bruno de Carvalho na madrugada em que foi reeleito presidente do clube leonino.

Recordámos aqui outros casos de má vizinhança entre os dois grandes de Lisboa.
 
Campeonatos combinados ao pequeno-almoço

Fevereiro de 2015 –Bruno de Carvalho acusa Luís Filipe Vieira, via Facebook: "Ainda me lembro do Vieira, mal fui eleito, a pedir várias vezes ao seu amigo da Doyen, Nélio Lucas, para me levar a sua casa tomar o pequeno-almoço, convite que sempre recusei. De andar a correr atrás de mim na Liga a tentar convencer-me a fazer uma aliança consigo e que assim poderíamos ir alternando as vitórias no campeonato, pretensão a que nunca anuí." Foi aberto um processo de inquérito para averiguar se o líder benfiquista poderia estar a incorrer em algum tipo de ilícito disciplinar, mas o mesmo foi arquivado em setembro de 2015. Isto aconteceu depois do testemunho de BdC: "Não quis dizer que o presidente do Benfica me estava a propor participar em práticas de corrupção, porque não sei, não está na minha cabeça…"

Os vouchers da discórdia

Outubro de 2015 – Dia 5, Bruno de Carvalho é convidado pela TVI para um frente-a-frente com Pedro Guerra, no programa ‘Prolongamento’. Em direto, mostra o propalado ‘kit Eusébio’, composto por uma camisola e um voucher de refeição para quatro pessoas. Acusa as águias de coação, por oferecerem estas prendas aos árbitros, assistentes e delegados nomeados para jogos de Benfica e Benfica B.

Jesus em tribunal

Outubro de 2015 – Dez dias depois da denúncia dos vouchers, o Benfica apresenta uma queixa no tribunal do Barreiro contra Jorge Jesus, pedindo o pagamento de 14 milhões de euros, à razão de "1 euro por cada adepto" dos encarnados, que acusam o treinador de desertar do clube e manter contactos com um funcionário do Sporting, muito antes de 5 de junho, data em que assinou contrato com os leões. O clube da Luz alega ainda que Jesus copiou software confidencial antes da mudança para Alvalade.

Slimani vale denúncia e retaliação

Novembro de 2015 – O Benfica apresenta denúncia no Conselho de Disciplina da FPF por alegada agressão de Slimani a Samaris. O Sporting não perde tempo e queixa-se de lances protagonizados por Eliseu, Samaris, Jardel, Talisca, Silvio e ainda de uma agressão de Jardel a Raul José, adjunto de Jesus. Tudo no mesmo dérbi, o da Taça, em que os leões eliminaram as águias. Slimani acabaria castigado com um jogo (no final da época) e as queixas leoninas foram arquivadas em fevereiro de 2016.

Troca de processos

Dezembro de 2015 – O Benfica processa o Sporting, Bruno de Carvalho, Marta Soares e Jorge Jesus, por palavras proferidas por todos estes responsáveis, alegando que as mesmas configuram infrações de coação sobre árbitros e exercício de abuso de influência, punidas, entre outras, com descida de divisão. O Sporting comunica, no mesmo dia (01/12/15), que também avançou com processos contra Benfica, Gomes da Silva, Rui Costa, João Gabriel e Pedro Guerra, por violação do artigo 62 do Regulamento Disciplinar – Corrupção da equipa de arbitragem, que prevê descida de divisão.

Contra Bruno por 40 milhões

Fevereiro de 2016 – O Benfica volta à carga contra o Sporting, visando de novo Bruno de Carvalho, agora por danos patrimoniais e morais, em virtude do caso dos vouchers. O clube da Luz reclama 40 milhões de euros.

Renato ilibado

Março de 2016 – O CD da FPF declina a reclamação do Sporting, que denunciara uma suposta agressão de Renato Sanches a um jogador... do Belenenses, Sturgeon, neste caso.

Um cachecol em tribunal

Junho de 2016 – Nem árbitros, nem vouchers, nem agressões. Desta vez, o problema foi... um cachecol. O Benfica perde processo contra o Sporting no Tribunal da Relação, por queixa apresentada devido à utilização do emblema das águias em cachecóis produzidos por uma empresa licenciada pelos leões.

Acusação a JJ sem fundamento

Junho de 2016 – A juíza Anabela Gomes Marques considera "inepta" a queixa do Benfica contra Jorge Jesus, apresentada no tribunal do Barreiro, e diz que na mesma é "ininteligível a indicação do pedido ou da causa de pedir". E deu 10 dias às águias para reformular a acusação.

UEFA arquiva vouchers...

Dezembro de 2016 – Comité Disciplinar da UEFA arquiva queixas do Sporting por causa dos vouchers do Benfica

... e o TAD arquiva queixa do Benfica

Dezembro de 2016 – TAD arquivou as queixas do Benfica sobre as palavras de Bruno de Carvalho no caso dos vouchers.

Águia reclama troca de juízes

Janeiro de 2017 – Na véspera do julgamento, marcado para dia 5, o Benfica apresenta um pedido de escusa da juíza Anabela Gomes Marques, alegadamente pela forma como considerou inepta a queixa do Benfica e também por outro comportamento que os encarnados não gostaram noutro caso julgado. Os advogados do Sporting entendem que o pedido de escusa entrou fora de tempo, pelo que tudo isto está a ser analisado, primeiro pelo Tribunal do Barreiro, depois, e se for necessário, pela Relação de Lisboa.

‘Jesus falou mas não podia!...’

Janeiro de 2017 – Benfica faz queixa de Jesus por ter falado à Sporting TV, após jogo com o V. Setúbal, onde havia sido expulso, e por ter ido à conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Feirense, quando estava suspenso

‘Rui Vitória, também!’

Fevereiro de 2017 – O Sporting apresenta queixa de Rui Vitória por este ter falado na ‘flash’ e na conferência de imprensa da meia-final da Taça CTT, após um jogo em que fora expulso. O Benfica alega que, no caso das entrevistas rápidas, o clube ainda não tinha sido informado oficialmente.

Por António Adão Farias e Vanda Cipriano
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