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Marítimo-V. Setúbal, 1-0: Só remate de Nuno furou aquela Rocha

kieszek defendeu quase tudo

Marítimo-V. Setúbal, 1-0: Só remate de Nuno furou aquela Rocha
Marítimo-V. Setúbal, 1-0: Só remate de Nuno furou aquela Rocha • Foto: Hélder Santos

O Marítimo somou a sua quarta vitória da época nos Barreiros, num jogo em que se viu confrontado com um obstáculo de vulto: Kieszek. O guarda-redes polaco do V. Setúbal esteve inspirado e defendeu quase tudo, exceto o remate de Nuno Rocha na recarga a uma primeira defesa quase impossível. Fez-se justiça face à qualidade e aos argumentos que os madeirenses apresentaram, superando um Vitória sem muitas ideias e que apenas por três vezes criou real perigo.

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A primeira parte foi algo acidentada, com três paragens devido a lesão e com duas substituições prematuras, precisamente dos dois capitães (Pedro Queirós e Sami). Ainda assim, conseguiu ver-se um jogo interessante, com duas equipas desinibidas e a aproveitarem o espaço disponível. O Vitória até foi o primeiro a ter uma boa oportunidade – Rafael Martins tirou partido de uma falha de Rúben Ferreira e obrigou Salin a boa defesa com os pés (24’) –, mas de resto só deu Marítimo. Com Danilo Dias de regresso à boa forma, a equipa da casa mostrou boa dinâmica, ganhou o meio-campo e soube construir situações claras para marcar, mas começou a emergir o guarda-redes contrário. Gegé viu Kieszek defender a meias com o poste (27’), Derley espantou-se perante a grande defesa do polaco (31’) e Nuno Rocha (45’+4) ainda testou a segurança do número 1 sadino.

Insistência

A segunda metade trouxe mais do mesmo. A formação visitante procurou subir as linhas e acercar-se mais da área contrária, mas faltou-lhe sempre outra clarividência na zona de decisão. O Marítimo continuou a ser mais perigoso e a somar remates – fez 17 ao todo –, e Pedro Martins ainda acrescentou Jorge Chula (mais um jovem oriundo da equipa B) à linha de ataque, derivando Artur para o meio. Depois de muitas defesas, Kieszek foi finalmente batido, num remate de Nuno Rocha (67’) aquando da recarga a um primeiro cabeceamento de Derley que o polaco defendera de forma magistral.

Couceiro procurou mexer no ataque, mas apenas Cardozo (testou a atenção de Salin aos 72’) se batia de igual para igual com a defesa da casa que, desta vez, conseguiu fintar o “fantasma” dos últimos minutos e somar o segundo jogo do campeonato sem sofrer golos.

O jogo não terminou sem mais dois lances dignos de realce: um contra-ataque veloz do Marítimo, concluído com remate de Danilo Dias para golo – que bem o merecia, não fosse o voo extraordinário de Kieszek, sempre ele (80’) –, e, mesmo sobre o minuto 90, um remate enrolado de Cardozo fez parar o coração dos adeptos da casa, mas foi salvo sobre a linha por Artur.

MELHOR EM CAMPO

Kieszek. Num jogo de muito trabalho, o polaco brilhou a grande altura e só não conseguiu defender o indefensável.

MOMENTO

O golo de Nuno Rocha decidiu o jogo, mas o momento da tarde foi o remate de Danilo Dias que fez Kieszek voar e brilhar (80’).

NÚMERO

10 as defesas do guarda-redes do V. Setúbal, algumas delas bastante complicadas.

Árbitro: Rui Silva (3) não teve influência no resultado e até decidiu bem em dois lances, no golo anulado ao Marítimo por mão de Theo Weeks (6’) e no penálti simulado por Ricardo Horta (66’). Contudo, nem sempre mostrou critério uniforme e cometeu alguns erros de apreciação.

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