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Nacional-Arouca, 0-1: No jogo do silêncio surpresa veio no fim

arouca espanta na choupana revelando maior eficácia

Nacional-Arouca, 0-1: No jogo do silêncio surpresa veio no fim
Nacional-Arouca, 0-1: No jogo do silêncio surpresa veio no fim

Só jornalistas e elementos ligados ao jogo puderam assistir ontem ao Nacional-Arouca, realizado à porta fechada e que terminou com a primeira vitória dos visitantes fora de casa e na 1.ª Liga. A eficácia de Pintassilgo, o mais inconformado da sua equipa ao longo do jogo, contrastou com a inconsequência dos madeirenses que continuam sem ganhar na Choupana.

Consulte o direto do encontro.

Sem o calor humano das bancadas, pese embora o som de fundo dos adeptos que ficaram fora do estádio, o Nacional entrou bem, e Djaniny enviou logo uma bola ao poste no segundo minuto, mas não confirmou esses sinais com o decorrer do tempo. A imaginação foi pouca e o Arouca acertou rapidamente as marcações, formando uma autêntica muralha em frente à sua baliza. Depois, a equipa começou a sair com propriedade e viu Gottardi, com um voo espetacular, negar um golo certo a Nuno Coelho.

Mesmo sem pressionar muito, certo é que o Nacional dispôs das ocasiões mais flagrantes deste primeiro período: além da inicial, Rondon aproveitou um mau atraso de Balliu, isolou-se, mas não conseguiu bater Cássio; e Miguel Rodrigues também acertou no poste, mesmo em cima do intervalo.

Infrutífero

A segunda parte arrancou como a primeira: mais Nacional, agora rápido e acutilante, mas sem conseguir ser eficaz na área. Manuel Machado lançou de imediato Mateus e, pouco depois, recorreu a Diego Barcellos, procurando imprimir outra dinâmica na linha atacante. E foi esta dupla que construiu a melhor ocasião para marcar, numa rápida triangulação, com o remate do angolano a encontrar o “gigante” Cássio – um guarda-redes ainda imbatível nesta época e que transmite, de facto, outra experiência à equipa.

Rondon voltou a mostrar que não estava nos seus dias, desperdiçando outra boa ocasião e levando Machado a recorrer à última opção, o internacional Sub-21 Lucas João. Mas as mudanças foram infrutíferas.

O Arouca aguentou as investidas do adversário e deu ar da sua graça na reta final do jogo, acabando por ser feliz. Primeiro foi Bruno Amaro, que conhece bem os cantos à casa da Choupana, a assustar Gottardi com uma verdadeira “bomba” que não ficou longe do alvo; e depois, quando já poucos acreditavam, o suplente Romário – estava em campo há cinco minutos – aproveitou bem uma bola perdida na esquerda e assistiu para o segundo poste, onde Pintassilgo teve tempo e espaço para rematar e ganhar o jogo, perante a apatia do Nacional. Uma surpresa para quem via a partida, mas também a confirmação de que no futebol contam mesmo as bolas que entram.

MELHOR EM CAMPO

Cássio. Um certificado de segurança na baliza do Arouca. Intervenções decisivas a negar o golo a Rondon e a Mateus.

MOMENTO

A quatro minutos do final, Pintassilgo provocou uma explosão de alegria no banco visitante, com remate rasteiro

NÚMERO

0 - Nem um adepto para amostra na Choupana, num cenário desolador

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