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P. Ferreira-Sp. Braga, 2-2: Trivela na hora certa contrariou o destino

BATALHA AQUÁTICA RECHEADA DE EMOÇÃO E ATÉ... GRANDES GOLOS!

P. Ferreira-Sp. Braga, 2-2: Trivela na hora certa contrariou o destino
P. Ferreira-Sp. Braga, 2-2: Trivela na hora certa contrariou o destino • Foto: carlos gonçalves

Vento forte, chuva inclemente, mas também um relvado de impressionante qualidade e duas equipas que lutaram até ao último suspiro. A batalha aquática da Mata Real afinal teve emoção, imprevisibilidade e, até, grandes golos. Se o canto direto de Rúben Pinto, embora aproveitando as condições atmosféricas e a má saída de Matheus, tinha enchido as medidas, então a igualdade obtida pelo Sp. Braga já para além dos 90’+4 quase levou Sérgio Conceição à loucura. Ele que até deu um trambolhão no relvado ao festejar...

Consulte o direto do encontro.

A trivela de Pardo para a cabeçada de um renascido Éder contrariou um destino que parecia irremediável. É certo que oSp. Braga está na sua maior sequência da temporada sem triunfos (4 jogos oficiais), mas ainda assim o empate em Paços de Ferreira acabou por ter peso simbólico porque foi obtido contra todas as probabilidades, a jogar contra o vento e a chuva. A equipa nunca se rendeu, o que encaixa como uma luva nas exigência de um técnico que também ele, a partir do banco, deu o exemplo ao nunca atirar a toalha ao chão.

Coragem

Mesmo desgostoso pela perda de dois pontos que faziam muita falta na luta pela Liga Europa, Paulo Fonseca não merece ser penalizado. O técnico leu bem a partida ao perceber que na 2.ª parte, com o vento pelas costas, havia que ir para cima dos arsenalistas. A coragem que demonstrou a seguir à reviravolta foi invulgar. Ao invés de tentar agarrar-se à vantagem mínima, refrescou o ataque com Edson Farías e, mais tarde, lançando Cícero. A ideia era desferir a estocada final no Sp. Braga, mas o mesmo guardião Matheus que comprometeu no 2-1, realizou pelo menos duas defesas próximas do nível que lhe permitiu ser titular boa parte da época, mantendo a partida em discussão. Mesmo com escasso discernimento, os minhotos tentavam por todos os meios chegar à área dos castores. Uma vez mais, lá teve de ser Pardo a estender a bandeja a um Éder que, afinal, ainda sabe como decidir em momentos críticos. O P. Ferreira fica embrulhado com Belenenses e RioAve, quando podia estar destacado na frente desse pequeno pelotão.

O homem do jogo

Pardo. Marcou o canto para o golo de Pardo e fez uma assistência tremenda de trivela para o golo de cabeça de Éder. Empenhou-se com toda a sua garra, insistindo em navegar contra a corrente e arrastar consigo a equipa até uma igualdade providencial.

Árbitro

Bruno Esteves fez uma excelente gestão disciplinar, só dando um cartão amarelo. Porém, enganou-se ao validar o golo de Santos e ao não ver a falta de Bruno Moreira no tento de Hurtado.

Momento

Um momento que afinal... são dois: o excelente golo olímpico de Rúben Pinto, aproveitando o vento, e o derradeiro tento de Éder já nos descontos... dos descontos.

Número

4 jogos oficiais do Sp. Braga sem ganhar. Derrota em Guimarães e empates frente a Belenenses e P. Ferreira, bem como na visita ao RioAve para a Taça.

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