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P. Ferreira-V. Setúbal, 4-1: Golpe de sadismo encurtou a partida

PENÁLTI FANTASMA REDUZ VITÓRIA A 10 E AMPLIA VANTAGEM PACENSE

Urreta abriu caminho à vitória, Sérgio (10) e Bruno (11) também marcaram.
P. Ferreira-V. Setúbal, 4-1: Golpe de sadismo encurtou a partida • Foto: CARLOS GONÇALVES

O árbitro Luís Ferreira, que é também advogado, ditou a lei neste jogo entre pacenses e sadinos. Ao assinalar mal uma grande penalidade que deu o 2-0 à equipa da casa – reduzindo os vitorianos a dez unidades e obrigando o seu ponta-de-lança, Giovani, a ocupar a posição de guarda-redes – e não muito depois outra que se aceita – de que resultou o 3-0 ao Paços –, o juiz da partida deu um golpe profundo numa equipa que estava a lutar pelo resultado.

Consulte o direto do jogo.

O Paços fez as honras da casa e dominou durante toda a 1.ª parte, com Paulo Fonseca a colocar desta feita Edson Farias em cunha, ao lado de Bruno Moreira. Do outro lado estava um Vitória a jogar com uma frente de ataque muito versátil – com Miguel Pedro, curiosamente, mais no meio – e que aqui e ali conseguiu sair bem para o contra-ataque. Organizado num 4x2x4 estruturalmente inédito no campeonato português, com dois trincos que são ao mesmo tempo lançadores de jogo (Seri e Sérgio Oliveira), o Paços só conseguiu colocar-se em vantagem no início da 2.ª parte, através de um grande golo de Urreta, que ontem jogou mais infiltrado na ala. Mas nem por isso o jogo ficou aí resolvido.

Destino traçado

Domingos já tinha feito entrar um ponta-de-lança de raiz – o brasileiro Giovani Rosa – e tinha de certo modo equilibrado o jogo, embora o Paços continuasse com mais iniciativa. Entre o golo de Urreta e o penálti que deu origem ao 2-0 deu ainda para ver o Vitória mais destemido e a conseguir desorganizar, aqui e ali, o seu adversário. Mas a partir desse momento ficou traçado o seu destino. Com menos um jogador e com Giovani a ir da frente de ataque para a baliza, o Vitória ficou nas mãos do seu adversário e ainda viria a sofrer mais um golo de penálti (Hurtado, só na recarga, após defesa de Giovani!). Aí, os jogadores pacenses levantaram o pé e foi possível ver algo de impensável, com o Vitória a conseguir reduzir para 3-1 – Paulo Tavares permitiu a defesa de Rafael Defendi, recargou duas vezes e só então conseguiu marcar! – e ainda a ter duas chances para fazer mais um golo.

Obviamente, isto só aconteceu porque a formação pacense, na qual Paulo Fonseca foi mexendo, baixou os seus níveis de envolvimento no jogo enquanto do outro lado vinha ao de cima uma certa raiva em querer repor a justiça desportiva. Valeu pela atitude dos vitorianos. Para os pacenses, valeu também 3 preciosos pontos que colocam a equipa na 4.ª posição, o que é fruto de um futebol de risco, com aproveitamento máximo das potencialidades dos jogadores e com movimentos de alto valor estético.

O homem do jogo: Giovani

O avançado brasileiro de 22 anos assumiu-se como guarda-redes e obrigou Hurtado a uma recarga na 2.ª grande penalidade a favor do Paços de Ferreira.

Árbitro: Luís Ferreira (nota 1)

Uma tarde de absoluto desastre para o árbitro da AF Braga, que se desorientou por completo a partir do momento em que “ofereceu” o 2.º golo aos pacenses.

Momento

Quando, aos 61’, o árbitro entendeu que Ricardo Batista derrubou Edson Farias na área sadina, o jogo ficou resolvido. Vitória a perder por 2-0 e com menos um. Uma injustiça!

Número

4.º lugar para o Paços à passagem da 9.º jornada, com 17 pontos somados, apenas menos 5 que o líder do campeonato. Paulo Fonseca parece querer repetir aquela época extraordinária.

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