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V. Guimarães-V. Setúbal, 0-1: Fúria do herói com Óscar para Rambé

GRITO DE REVOLTA DOS VIMARANENSES NÃO FEZ ECO E FORAM OS SADINOS A QUEBRAR UM IMPRESSIONANTE ENGUIÇO CONQUISTANDO O SEU PRIMEIRO TRIUNFO FORA DE CASA DA TEMPORADA

V. Guimarães-V. Setúbal, 0-1: Fúria do herói com Óscar para Rambé
V. Guimarães-V. Setúbal, 0-1: Fúria do herói com Óscar para Rambé • Foto: Manuel Araújo

Após a goleada sofrida pela Seleção Nacional no Brasil (6-2), Carlos Queiroz celebrizou uma expressão ao afirmar que naquela noite ficou a saber com quem podia "ir para a selva". Se Bruno Ribeiro tivesse alguma dúvida, neste encontro confirmou que pode contar com Rambé para ser o "Rambo" do Bonfim. O cabo-verdiano foi feliz no seu golo de estreia no escalão principal, mas provavelmente teria marcado logo ao primeiro remate se Josué não se tivesse interposto, forçando um ressalto que não alterou o destino traçado pela fúria deste novo herói.

Confira o direto do encontro.

O V. Setúbal quebrou, finalmente, o seu impressionante enguiço de 16 jogos oficiais sem ganhar fora de casa esta época (19 no total da série). Um êxito providencial numa altura em que a linha de flutuação dos sadinos começava a ser perturbada pela subida da fasquia pontual necessária para assegurar a permanência.

Pelo contrário, o V. Guimarães teve uma noite frustrante em todos os capítulos. Aguardava-se um estrondoso grito de revolta após as queixas resultantes da arbitragem do Bessa, mas o que se viu foi uma equipa desinspirada, incapaz de quebrar o bloqueio setubalense. Arnaldo Teixeira passava para o relvado as indicações que recebia de Rui Vitória através de um auricular, mas as oportunidades escasseavam tanto ou mais do que as ideias para as produzir.

Obrigado a ver a partida de um ângulo superior, devido ao castigo resultante das palavras que dirigiu a João Capela, o técnico do V. Guimarães deve sentir-se um pouco como Queiroz após a humilhação de 2008, em Brasília. Precisa de descobrir rapidamente com quem lançar-se na selva sem receio de ser traído: em desvantagem no marcador desde os 52’, o conjunto do Berço só criou uma oportunidade clara de golo. Algo que os próprios jogadores terão dificuldade em explicar no balneário, sobretudo em face do potencial da artilharia colocada em campo.

Bruno Ribeiro, pelo contrário, sai sorridente do duelo entre vitórias. As suas apostas resultaram em pleno: trocou as voltas às previsões deixando Dávila e Suk no banco, e foram precisamente Advíncula e Rambé a decidir a partida.

HOMEM DO JOGO

Rambé. Finalmente a estreia a marcar na 1.ª Liga. O cabo-verdiano, de 25 anos, tinha mostrado serviço pelo Belenenses na 2.ª Liga, mas no escalão principal havia ficado em branco em dez jogos realizados na época passada. Após a passagem do Sp. Braga B para o Bonfim, no 2.º encontro como titular fez a diferença no D. Afonso Henriques e o seu golo histórico em termos de carreira também é vital para os sadinos.

MOMENTO

Aos 81’, Tomané corresponde a um cruzamento de Bruno Gaspar mergulhando de forma a tentar o golo de cabeça. Raeder anulou a tentativa que foi, imagine-se, a única oportunidade minhota na 2.ª parte.

NÚMERO

19 - jogos sem vencer fora de casa. A extensão total da travessia do deserto dos sadinos desde o êxito no Restelo (3-1) de há um ano (16 de março de 2014).

ÁRBITRO: Paulo Baptista

Esteve muito interventivo na partida ao assinalar 47 faltas, mas decidiu bem os principais lances do encontro. Aos 58’, o impulso de François para chegar à bola levou-o a derrubar Kanu dentro da área, mas o contacto foi natural e não se justificava a grande penalidade. Também bem avaliado o fora-de-jogo que deixaria Areias isolado ante Raeder.

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