Record

V. Setúbal-Nacional, 2-0: Atacar com muitos nem sempre resulta

sadinos souberam usar as suas armas nos momentos decisivos

Miguel Pedro leva vantagem sobre Boubacar.
V. Setúbal-Nacional, 2-0: Atacar com muitos nem sempre resulta • Foto: carlos santos

Não houve qualquer segredo para a vantagem construída muito cedo pelo V. Setúbal, apenas uma boa aplicação de um plano de jogo ao qual o Nacional não soube opor-se antes da meia hora. O pior, para os visitantes, é que por essa altura já estavam a perder por 2-0, mercê da ação de Lupeta, a abrir brechas na defesa contrária, que foram bem aproveitadas pelos companheiros.

Consulte o direto do encontro.

O jogo começou com o V. Setúbal a assumir o ataque, ao passo que o Nacional parecia satisfeito em esperar pelas iniciativas contrárias para depois tentar a sorte através de Rondon ou João Aurélio. Os sadinos contaram com o bom desempenho de Zequinha, pela direita, a criar dificuldades a Marçal, impedindo-o, ainda, de descer em apoio ao seu ataque.

O jogo animou aos 12 minutos quando Marçal travou em falta Zequinha quase sobre a linha da área. Ficou a ideia de penálti mas Artur Soares Dias estava perto e decidiu bem. Do livre nada resultou mas o V. Setúbal percebeu que o caminho era insistir pelos flancos e depois no serviço direto a Lupeta. E foi assim que chegou ao golo, numa insistência no miolo da área contrária: um primeiro remate de Zequinha terá tocado no braço de um contrário, e no ressalto Lupeta atirou sem hipóteses para Rui Silva.

Não foi preciso esperar muito para que surgisse o segundo golo sadino. Grande iniciativa de Lupeta a servir Paulo Tavares, o remate deste foi desviado por um contrário para a base do poste direito da baliza de Rui Silva e depois Miguel Pedro surgiu em velocidade para empurrar.

Resposta

Manuel Machado não demorou a tentar mudar o rumo do jogo. Tirou Zainadine e colocou Willyan, alterando várias pedras: João Aurélio passou para lateral-direito, Matias e Rondon trocaram de flancos e Willyan passou a jogar nas costas de Suk. Isto é, a partir daqui o Nacional tinha uma frente de ataque a toda a largura do campo, empurrando os sadinos para dentro da sua área.

O primeiro (e único) sinal de perigo dos visitantes, contudo, só surgiu num lance individual de Rondon (43’) que passou três contrários e à entrada da área rematou, mas a bola saiu junto ao poste direito da baliza.

O problema, para o Nacional, é que na segunda parte não conseguiu ir além de um domínio territorial infrutífero. Foi um claro exemplo de que uma equipa pode ter muitos jogadores ofensivos em campo mas não conseguir resultados práticos.

O V. Setúbal soube sofrer, defender-se de forma organizada, tendo ainda a hipótese de fazer o terceiro golo, já nos descontos, por Pelkas. Seria, contudo, castigo demasiado pesado para o Nacional.

Homem do jogo: Lupeta

O poderoso avançado sadino foi um autêntico martelo pneumático, tanto furou a defesa contrária. Decidiu tudo, com um golo e criando o segundo.

Árbitro: Artur Soares Dias (nota 3)

Artur Soares Dias esteve bem no único lance duvidoso, aos 12’, quando Marçal derrubou Zequinha. Pareceu dentro da área, mas estava bem colocado e assinalou fora, como foi.

Momento

Num lance confuso, em que Zequinha pediu mão de um adversário, Lupeta não ficou à espera do árbitro e fez o golo no minuto 20.

Número

22 Foram as faltas cometidas pelas duas equipas no segundo tempo. Isso explica por que se tenha jogado tão mal.

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Liga NOS

Notícias

Notícias Mais Vistas

M