Câmara investe 8 milhões de euros no novo estádio

Conclusão da obra apontada para 2021 garante ampliação da capacidade para 7 mil espectadores

A apresentação oficial do novo Estádio Municipal de Famalicão, realizada junto ao relvado do atual recinto, acompanha a ambição assumida pelo clube que, através da criação de uma SAD  e chegada de investidores, aponta à subida de divisão. Ainda assim, a remodelação de uma estrutura que foi inicialmente construída em 1952 não seria possível em o empenho absoluto da autarquia, que vai suportar a 100% os 8 milhões de custos previsto.

"Queremos um estádio adequado às condições económicas que vivemos na atualidade. É um dos estádios com um rácio mais baixo no que diz respeito à relação do custo por cada lugar disponível no estádio. São cerca de 7 mil lugares sustentados com uma estimativa de custos na ordem dos 8 milhões de euros. Olhando ao padrão de investimento feito noutros complexos desportivos,alguns deles bem próximos do local onde nos encontramos, estou certo que comigo concordarão quando afirmo que é um dos custos mais baixos", sublinhou o autarca Paulo Cunha na cerimónia oficial que serviu de ponto de partida para um projeto com peso estratégico.

"Não fosse a excelência do projeto desportivo em curso, a dinâmica e acutilância que o seu presidente Jorge Silva tem incutido ao longo destes anos e este projeto não faria qualquer sentido. A intervenção que queremos fazer serve essencialmente para dar corpo para que esse projeto em curso possa ser bem executado e sucedido. Não queremos fazer uma intervenção no Estádio Municipal como uma simples obra de arquitetura. Embora a excelência do projeto seja notada e felicito o autor, o arquiteto Paulo Almeida. Mas o que é essencial é o que acontece dentro destas quatro linhas, e que justifica que a envolvente deste complexo desportivo seja alvo da nossa atenção", acrescentou Paulo Cunha, que demonstrou ter retirado ilações de erros cometidos noutras paragens: "Não queremos que o Estádio Municipal seja uma ilha. Queremos que amarre a comunidade e lhe traga vitalidade. Um estádio comprometido com a cidade. Uma infraestrutura que será uma porta de entrada em Famalicão, pelo que surge como uma boa notícia para os comerciantes. Já lá vai o tempo em que os complexos desportivos eram colocados como mola de expansão territorial e demográfica. As coisas não funcionam assim. Queremos robustecer aquilo que é a dinâmica da cidade antes de alargar a sua área."

Na manga fica ainda a possibilidade de, caso tal seja considerado necessário, serem construídas bancadas nos topos para alargar ainda os 5.500 espectadores da atual capacidade. "Também estamos a pensar no futuro, dado que os topos norte e sul terão condições, para quando assim for necessário, este estádio passar de 7 mil para 10 mil lugares sentados. Estamos a construir um presente que não compromete o futuro. Torna-o possível. Trata-se de um dos maiores investimentos públicos no Concelho de Famalicão. Mas um estrutura como esta ajuda a guindar o concelho para patamares nacionais e internacionais", acrescentou o edil famalicense, já depois de louvar a perspetiva de inclusão criada pela criação de 20 lugares para espectadores com mobilidade reduzida, a par do objetivo de atração de famílias para os espetáculos desportivos.

Por Vítor Pinto

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