Ivo Vieira e a primeira abordagem do Famalicão: «Recusei várias vezes a proposta»

Técnico explica que pretendia parar esta temporada e só voltar na próxima

• Foto: Luís Vieira/Movephoto

Depois de renovar com o Famalicão por mais duas temporadas, Ivo Vieira voltou atrás e lembrou a abordagem que teve dos minhotos, revelando que... recusou várias vezes as primeiras propostas dos minhotos. O objetivo para esta temporada era parar, mas, após grande reflexão, acabou por aceitar.

"Eu não queria no início aceitar. Rejeitei mais do que uma vez a proposta do Famalicão e outras que surgiram porque tinha uma estratégia para a minha carreira. Vinha de uma experiência menos boa na Arábia e tinha tomado a decisão de não treinar esta época para iniciar uma época normal. Ao arrumar a mala, foi confuso lá em casa. A decisão era parar esses dois meses, não correr o risco, olhei para o calendário, olhei para o plantel e pensei que algo tinha de ter acontecido para estar naquela posição. Já tinha dois treinadores. Eu arrisquei a minha carreira e tomei esse risco de abraçar o projeto", apontou, em entrevista ao Canal 11, lembrando o que pensou quando olhou para o calendário.

"Olhei e vi que recebíamos o Braga, que perdeu o segundo lugar connosco e tinha ganho no Dragão, 3-2. Íamos à Madeira jogar com o Marítimo, que estava na mesma situação que nós, recebíamos um grande Paços e depois tínhamos o Sporting, que estava em primeiro. Olhei e pensei: 'se não somarmos pontos, vou-me enterrar até ao pescoço'. Mas reflecti. E houve uma vontade grande do presidente, que me comoveu e me fez aceitar. Entretanto, tenho de agradecer ao Idan Ofer, investidor maioritário da SAD, que fez pressão para que viesse", lembrou, prosseguindo com a mensagem de gratidão.

"Disseram-me que não poriam em causa o meu trabalho independentemente do resultado. Senti confiança muito grande. Depois, com o desenrolar dos jogos, fui sentindo que havia uma força grande dos famalicenses e que havia uma grande responsabilidade nos meus ombros. Havia a esperança e eu fui imbuído nesse espírito. Acreditei na minha capacidade, claro que com muito mérito dos jogadores. Havia muito talento, mas estava em último. Esteve lá um senhor a quem tiro o chapéu: João Pedro Sousa que fez um grande trabalho e é um 'gentleman'. Depois o Silas, que também é um excelente treinador. Mas os resultados simplesmente não estavam a aparecer", explicou.

Em relação ao milagre operado, Ivo Vieira disse que não havia grandes segredos. "Pior do que estava não podia ficar. Quando digo isto é porque na realidade iniciei o processo e nessa jornada tinha jogado o Marítimo, que somou pontos, pelo que iniciámos em último. Acreditava na recuperação e no potencial. Sabemos que hoje é fácil falar de uma situação que acabou por se consumar", finalizou.

Por Pedro Morais
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