Miguel Ribeiro: «Temos de fazer crescer a marca para termos sustentabilidade»

Dirigente dos famalicenses explicou o processo de crescimento do clube

• Foto: José Gageiro/Movephoto

O quinto painel do segundo dia do World Scouting Congress contou com a presença de Miguel Ribeiro, presidente da SAD do Famalicão. Partindo de uma visão geral daquilo que é o futebol atualmente, o dirigente dos famalicenses explicou o processo de crescimento do clube.

"O Famalicão, como todos os clubes, tem receitas e despesas. No entanto, no mercado português as receitas são curtas para se trabalhar a um certo nível. O que é esse certo nível? É ter dois campos relvados em excelente nível. É ter departamentos de acompanhamento dos jogadores de excelência. Isto só é possível musculando o projeto com dinheiro. Assim, a SDUQ do Famalicão passou a SAD e a Quantum Pacific permite este primeiro processo de maturidade para que depois a SAD tenha a sua independência. Acredito que isso vai chegar mais cedo porque subimos de divisão. A Quantum Pacific deu um empurrão, agora cabe-nos a nós tornar a SAD realizadora de valor. Isso acontece com direitos televisivos- acredito que a centralização vai chegar entretanto- e com jogadores. O mercado representa a sustentabilidade, se começarmos a vender vamos ter sustentabilidade. Temos de dar condições ao treinador para pôr o trabalho em prática, depois temos de fazer crescer a marca para termos sustentabilidade. Nos próximos 11 anos o valor do futebol vai dobrar e, assim, dificilmente a SAD do Famalicão vai ser vendida nos próximos 11 anos."

Miguel Ribeiro continuou comparando o projeto do Famalicão ao do que existia no Monaco quando Luís Campos estava no clube monegasco. "Cada clube tem a sua identidade. Famalicão tem um processo parecido com o do Monaco, investimento forte na 2ª Liga. Em cima disto temos de preparar a estrutura do clube. Se o objetivo é sobreviver não é preciso fazer um investimento. No caso do Famalicão, o objetivo é operar no mercado, mas ganhando. Queremos ser vistos para nos mexermos no mercado. A escolha do treinador tem muito a ver com isso. Os quatro jogadores do meio campo têm 20 anos, ou seja, o nosso foco é este perfil de médios, que vai de encontro à ideia do treinador. Nem toda a gente tem de gostar deste caminho, mas temos de criar o nosso caminho e perceber para onde queremos ir".

O dirigente concluiu analisando o plantel do Famalicão e explicando de que forma este foi montado.

"Nós tínhamos bem definido o que queríamos para a nossa equipa e para o nosso jogo. Queríamos um jogo comercial e que valorizasse o jogador. Perante isto, filtrámos o treinador que seria o indicado. Vou dar um exemplo muito claro. No início da época falámos com o Luís Campos sobre o Show, estava em cima da mesa assim como o Racic. Percebemos que há aqui um padrão, são jogadores parecidos, jovens e que vinham de bons clubes, iriam atrair atenções. Se as coisas estão pensadas para os jogadores, também tinham de estar para o treinador. Temos muitos jogadores emprestados, mas o plantel foi montado num contexto de regresso à 1ª Liga 25 anos depois. O ideal era só contratarmos em definitivo, mas com 21 jogadores novos era impossível. O futuro vai trazer menos atividade, o processo vai ser pautado pela estabilidade e atingiremos a maturidade daqui a três ou quatro anos", rematou.

Por Diogo Matos
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