Presidente João Rodrigues defende desfecho do campeonato da 2.ª Liga com base na meritocracia

O líder recorda que que a equipa, atualmente no segundo posto, cumpriu 22 das 24 jornadas nos lugares de subida

• Foto: Filipe Farinha

O presidente do Farense, João Barão Rodrigues, dirigiu uma mensagem aos sócios do clube por ocasião do 110.º aniversário, celebrado esta quarta-feira, considerando a pandemia do coronavírus "o maior flagelo das últimas gerações, podendo ser também o maior desde a 2.ª guerra mundial, pelo seu impacto, numa luta para a qual todos estamos convocados e pensar nos nossos e nos outros revela não apenas altruísmo mas também responsabilidade cívica".

João Rodrigues, evoca o sócio n.º 1, João Pires, e Aníbal Guerreiro, uma figura histórica do Farense e antigo colega de escola do pai do atual presidente do clube, considerando-os "as razões motoras da minha missão" na liderança dos leões do sul, antes de lamentar que o 110.º aniversário ocorra em plena crise humanitária provocada pelo coronavírus. "Gostaríamos de celebrar esta ocasião em proximidade, lembrando em conjunto a história deste clube e as suas maiores figuras e a memória dos grandes feitos passados, preparando-nos para as conquistas que seguramente ainda estão por vir mas não o faremos, assinalando simbolicamente a data, para que o desporto nunca esqueça o que realmente importa: a sua gente e o seu bem-estar".

O presidente do Farense acentua que "é um dever e não um direito protegermo-nos, para proteger os outros", adiantando:"São os heróis da linha da frente que nos pedem: fiquem em casa. Gente que abdicou de um trabalho para assumir uma luta. Profissionais de saúde, forças de segurança, bombeiros, equipas de limpeza de rua, funcionários de supermercados, agricultores, pescadores, jornalistas, enfim, gente que dá o seu corpo e entrega a sua saúde em função da continuidade do mundo, gente que permite que a terra continue a girar, ainda que visivelmente debilitada, para que possamos eventualmente amenizar o impacto de uma crise económica à escala mundial, gente que não pode parar e que apenas nos pede para respeitarmos o recolhimento".

Assim, "pelo respeito que esta instituição deve a todos esses que são os rostos do altruísmo, o Farense abdica de uma cerimónia com a grandeza e a dignidade que os seus 110 anos mereceriam num contexto normal, optando por um ato simbólico em homenagem a esta estoica linha da frente".

João Rodrigues dirige "um caloroso e afetivo cumprimento a todos os seus atletas das modalidades de boxe, futsal, basquetebol, futebol, desde os escalões de formação, às categorias profissionais", pedindo-lhes que "abracem todos hoje comigo este orgulho que temos em ser Farense, num amor transversal a épocas e dificuldades e que sempre encontrará forma de as superar. Estaremos sempre solidários convosco, num período em que se vêm privados de fazer aquilo que mais gostam".

Nos dias de hoje "não é o futebol que interessa, pois há muito mais para além disso, e temo-nos desdobrado no auxílio a entidades hospitalares e a profissionais de saúde".

No entanto, João Rodrigues não deixa de frisar que espera viver alegrias no campo desportivo. "Sócios, adeptos e farenses: por aqui ninguém dorme até sairmos vencedores, por aqui ninguém dorme até que a justiça e equidade imperem na procura da melhor solução para o desfecho do campeonato", garante.

"Temos mais de 70 por cento do campeonato cumprido e em 22 de 24 jornadas estivemos numa das duas primeiras posições", refere o líder do Farense, acrescentando ainda outros dados: "Fomos campeões da primeira volta, vencemos os confrontos com os nossos mais diretos adversários e temos a segunda melhor defesa e o terceiro melhor ataque".

João Rodrigues destaca que "somos o resultado de muito trabalho e de um investimento profundo da profissionalização da estrutura e somos também o rosto do mérito e garantiremos a defesa dos superiores interesses do clube e da equidade no futebol até ao último suspiro". Por isso, sustenta, "se o bom senso tem por vezes formas estranhas de se expressar, que assuma então o melhor dos seus instrumentos: a meritocracia".

Por Armando Alves
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