«Clubes portugueses deixados à sua sorte»: FC Porto condena decisão de futebol continuar sem adeptos

Primeiro-ministro argumentou que é diferente ir ao cinema ou a um estádio

António Costa
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Os jogos de futebol em Portugal vão continuar sem público, referiu  quinta-feira o primeiro-ministro no anúncio das medidas de restrição que vão entrar em vigor a partir de 15 de setembro, dia em que todo o país passa a estar em situação de contigência. Esta decisão foi reprovada esta sexta-feira pelo FC Porto na sua newsletter diária.

"No dia em que foram anunciadas mais medidas restritivas de combate à pandemia, o primeiro-ministro informou que se manterá a proibição de acesso de espectadores aos espetáculos desportivos, o que se lamenta, porque obrigará os adeptos do FC Porto a apoiar à distância a nossa equipa", refere o FC Porto, que não se ficam por aqui.

"O desporto, e o futebol em particular, tem uma dimensão social e económica que não pode continuar a ser menosprezada. Trazer a fase final da Liga dos Campeões para Portugal mereceu uma cerimónia pomposa para depois, no que realmente conta, os clubes portugueses serem deixados à sua sorte", acrescentam os dragões.

O Governo justificou esta decisão com o risco de contaminação da covid-19. A decisão diz respeito não só ao futebol, mas a todos os desportos praticados em recintos desportivos.

Àqueles que argumentam que não se percebe porque é permitido ir ao cinema ou ao teatro e não a um recinto desportivo, o primeiro-ministro respondeu que são coisas diferentes. "Todos os que já foram a recintos desportivos sabem que o comportamento num cinema ou num teatro é muito diferente de assistir a um evento desportivo", explicou. O primeiro-ministro salientou que esta diferença de comportamentos impõe restrições para a existência de público nos estádios e em outros recintos desportivos.

A diretora-geral da Saúde já tinha dito quarta-feira o regresso do público aos estádios de futebol não vai ocorrer nos "próximos tempos".

"Manda a prudência que não ensaiemos outras medidas que podem levar a mais contactos. Temos de ser prudentes e faseados, ir abrindo outras atividades à medida que estabilizarmos algumas. Temos de ponderar o público nos estádios e a abertura das discotecas neste quadro mais vasto, e não será certamente nos próximos tempos. Temos de ver como vai correr o regresso às aulas e o seu impacto nos números", afirmou.

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