Ademir recorda com emoção o título de 1977/78

"Foi uma sensação única, inesquecível", lembrou o autor do golo decisivo

No dia em que se assinalam 40 anos desde o título nacional conquistado pelo FC Porto em 1977/78, que acabou com o maior jejum da história do clube, 19 anos sem ganhar o campeonato, Record conversou com Ademir, autor do golo ao Benfica que muitos consideram ter sido o do título. O brasileiro, agora com 66 anos, vive em São Caetano, nos arredores de São Paulo, e continua a acompanhar o percurso do FC Porto, sem esquecer a felicidade de ter contribuído para uma página histórica no clube.

RECORD -- Ainda se recorda daquele campeonato histórico de 1977/78 que permitiu ao FC Porto acabar com a travessia de 19 anos sem ser campeão?

ADEMIR -- A minha recordação é diária, pois foi uma conquista maravilhosa, não só para o FC Porto como também para mim.

R -- A maioria dos adeptos do FC Porto aponta o seu golo ao Benfica, quando faltavam três jornadas para acabar o campeonato, como o momento decisivo para a conquista do título. Ainda se lembra como tudo aconteceu?

A -- O golo ao Benfica foi muito importante, porque o empate dava uma boa vantagem para a nossa equipa. Éramos os mais fortes candidatos ao título e saímos daquele jogo na frente da classificação. Foi uma sensação única, inesquecível, tenho na memória como se fosse hoje.

R -- O que sentiu quando marcou o golo?

A -- É difícil descrever. No momento você nem sabe o que fazer, se grita, se ri, se corre, se salta, sei lá o que mais... A única coisa que posso dizer é que foi algo de maravilhoso, que não tem explicação.

R -- Costuma ver as imagens de arquivo desse golo?

A -- Sim. Sempre que estou com amigos vem essa recordação. Eles mostram o vídeo para as  pessoas que ainda não viram, é muito bonito.

R -- Por todo o simbolismo que teve e pela própria qualidade do remate, terá sido o golo mais importante da sua carreira?

A -- Certamente que foi. Fiz alguns importantes, mas não como esse frente ao Benfica.

R -- Mantém contacto com os companheiros de equipa daquele tempo?

A -- Sim, já troquei algumas palavras com o Fonseca, Taí e Rodolfo. No ano passado estive no Estádio do Dragão, mas infelizmente não encontrei ninguém, porque era época de férias.

R -- José Maria Pedroto e Jorge Nuno Pinto da Costa são considerados os grandes mentores dessa conquista. Ainda se lembra dos tempos que passou com ambos?

A -- Pedroto era um técnico que sabia e conhecia tudo de futebol, foi um orgulho ter sido treinado por ele. Já com Pinto da Costa, que era chefe do departamento de futebol, era uma relação mais distante. Seja como for, foi uma experiência única com ambos, foi fantástico ter trabalhado e ter sido liderado por essas duas pessoas especiais. São dois senhores do futebol que fizeram do FC Porto um grande da Europa e não só.

R -- Vai acompanhando a carreira do FC Porto?

A -- Sim, quando posso acompanho e assisto aos jogos do FC Porto pela televisão.

R -- Como viu a conquista do título desta época?

A -- Foi maravilhoso, ainda mais por coincidir com os 40 anos da vitória de 1977/78.

R -- Quer deixar uma mensagem aos adeptos do FC Porto, pois muitos deles têm-no como um dos seus ídolos?

A -- Sim, gostaria de lhes agradecer pelo grande carinho que sempre me dispensaram quando vesti a camisola desse enorme clube, jamais os esquecerei. Guardarei para sempre a hospitalidade dessas pessoas e de todo o povo nortenho. Só tenho palavras de elogio para essas pessoas maravilhosas. Quero deixar aqui um grande abraço aos portistas e ao povo de uma cidade que é maravilhosa. O meu bem-haja e que venham mais vitórias.

Por Rui Sousa
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