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Benfica-FC Porto, 1-0: "Frango" soltou clássico

DEPOIS DO GOLO DE ROBERT (AI AI BAÍA) O JOGO TEVE OUTRA EMOÇÃO E RITMO MAS POUCO MAIS...

O Benfica venceu o FC Porto num jogo que desde o primeiro minuto se assumiu muito táctico e andou excessivamente atado pelos duelos individuais que “encaixaram” as duas equipas.

Tudo mudou, no entanto, quando a cinco minutos do intervalo um livre de 40 metros de Robert resultou no único golo do encontro pelo que é legítimo dizer que houve um clássico A. F. (antes do “frango”) e um D. F. (depois do dito cujo)

Culpas (e muitas) para Vítor Baía, que prescindiu da barreira e confiou que a bola, mesmo vindo com força, seria defendida. Não foi. E mesmo que o guarda-redes tenha a atenuante da bola ter batido na relva, a verdade é que Baía facilitou muito. Foi um “frango”, ponto final.

Antes de...

Faça-se uma ligeira correcção. Em boa verdade, minutos antes do golo o Benfica tinha dado os primeiros sinais de querer tirar o jogo do torpor em que estava. Um remate de Nuno Gomes (34’) no melhor lance de ataque de todo o jogo (e das duas equipas) foi seguido de mais duas situações de aperto. Nada, porém, muito auspicioso.

O Benfica não “tinha” Karagounis para conseguir ganhar a Raul Meireles espaço de manobra para a equipa e o FC Porto não encontrou qualquer inspiração nos seus quatro homens da frente.

Acresce que o “3” da defesa do FC Porto era muito falso. Adriaanse foi coerente no sistema, mas Paulo Assunção foi sempre mais central do que trinco.

Quer isto dizer que o jogo ficou-se muito pelo meio-campo e raras vezes chegou à zona de perigo.

E depois de

Depois do “frango”, então sim, tudo mudou. Aliás até ao intervalo, houve logo direito a emoções fortíssimas. McCarthy podia ter empatado no minuto seguinte. Logo de imediato, Nuno Gomes teve a perdida da noite (sinal de que não estava nos seus dias) e Ricardo Quaresma teve o seu momento (esteve assim como o Nuno Gomes...), atirando ao lado.

O balanço estava dado e as equipas não o perderam na 2ª parte. Primeiro, apenas com o regresso dos extremos aos seus lugares (Robert tinha trocado com Simão e Quaresma com Ivanildo).

Neste ciclo, o FC Porto teve a sua melhor chance. A bola do livre de Raul Meireles foi ter à cabeça de Lucho mas o argentino atirou ao lado.

Adriaanse, entretanto, “desamarrava” Assunção da defesa, fazendo Meireles avançar mais uns metros. O objectivo do FC Porto era óbvio: empurrar o Benfica para o seu meio-campo e reduzir assim o espaço de jogo.

O Benfica soube resistir muito por obra e graça de Manuel Fernandes e de Petit que aos poucos, porém, começavam a reclamar mais alguma ajuda.

Ganha Koeman

Adriaanse leva então ao extremo os seus ideais ofensivos. Primeiro, lança Jorginho e Lisandro; depois junta-lhes Hugo Almeida. Isto é, o FC Porto acaba o jogo com Jorginho, Lisandro, McCarthy, Adriano e Hugo Almeida. Cinco avançados que no entanto não dão qualquer golo. Até porque hipóteses tiveram poucas.

Mas não foi só por isso. Koeman reforçou o meio-campo com Beto, mas manteve activa a ala (com Marco Ferreira), fazendo com que o Benfica continuasse com os olhos na baliza de Baía. O problema é que houve pouca serenidade e acerto na aproximação à área portista. Bastava isso para que o Benfica tivesse chegado naturalmente ao 2-0 sem ficar a queixar-se de um penálti de Lucho sobre Petit. Valeu o golo (e o “frango”) que encurtam distâncias num jogo que valeu (quase só) pela sua intensidade e emoção.

Árbitro

João Ferreira (1). Não cabe neste espaço a descrição dos seus erros. Mal no capítulo disciplinar, permitiu “assembleias” e perdeu autoridade. Quase no fim não marcou penálti contra o FC Porto por carga de Lucho a Petit. Foi a nódoa final.
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