Brahimi: «É difícil viver com a falta de títulos»

Criativo argelino quer mudar a história

• Foto: Manuel Araújo

A Al Jazeera, maior rede televisiva do mundo árabe, produziu e exibiu agora um documentário sobre a carreira de Yacine Brahimi, no qual o extremo, de 26 anos, aborda naturalmente a sua carreira ao serviço do FC Porto. Uma passagem que já vai na terceira temporada e que está marcada pela ausência de troféus coletivos, situação que provoca algum desconforto ao jogador.

"Quando cheguei foi com o objetivo de ganhar títulos, porque é o que fica na carreira de um jogador. No FC Porto ainda não tive essa sorte. Para mim, é difícil viver com a falta de títulos, mas não deixo de ser forte, de continuar a seguir em frente e de aprender com os fracassos para melhorar", explicou, mostrando depois como é a sua ligação aos azuis e brancos: "O FC Porto representa muito para mim, no sentido em que muitos bons jogadores passaram por aqui. É um clube que já venceu duas Ligas dos Campeões e imensos títulos. Passar do Granada para o FC Porto foi um grande salto."

Quanto ao futuro, o internacional argelino tem tudo bem projetado e pretende cumprir à letra aquilo que idealizou. "Quero tentar alcançar constantemente feitos maiores, tornar-me melhor jogador, mais completo, mais maduro, ir até ao fim sabendo que dei tudo. Espero que esse dia ainda venha longe, mas também desejo que se lembrem de mim como um bom jogador e, acima de tudo, como uma boa pessoa", prosseguiu.

Quem já o vê dessa forma é o amigo Moussa Marega que, apesar de ter sido cedido ao V. Guimarães, continua encantado com o jogador e o homem que conheceu na pretérita temporada, no FC Porto. De tal forma, que vê nele um exemplo a seguir, conforme assumiu neste documentário: "Ele é muito simpático, está sempre bem-disposto, menos quando perde um jogo. Mas é muito boa pessoa. É como uma espécie de mentor para mim. Quando o vejo jogar... Gostaria de, um dia, conseguir estar ao nível dele."

Num plano mais pessoal, Yacine Brahimi confessou também que gosta "de ver a família orgulhosa pelos jogos e golos" que faz. "A minha mãe sempre me incentivou a atingir os meus objetivos e a lutar por aquilo que eu desejava. Isso tornou-se uma obsessão para mim, percebi muito cedo que era o futebol que queria", concluiu o argelino.

Por Nuno Barbosa e André Monteiro
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