Carlos Alberto recorda duelo com Roy Keane: «Disse que me partia todo e eu fiz-lhe um elástico»

Brasileiro lembra percurso na Champions até à final de 2004

• Foto: Arquivo/Paulo César

Carlos Alberto foi uma das principais figuras da caminhada portista até à conquista da Liga dos Campeões, em 2003/04. Nos oitavos-de-fina, em Old Trafford, foi lançado por Mourinho de início, mas não teve medo dos pesos pesados que vestiam a camisola do Man. United, apesar de ter recebido algumas ameaças. 

"Aquele dia fomos muito provocados. O Roy Keane dizia-me para não ir para ao pé dele, que me ia partir todo. Ouvi, sorri e passado pouco tempo dei um elástico nele que ainda hoje deve lhe deve estar na coluna. Aposto que ainda se lembra de mim. Batiam-me, eu pegava na bola e ia de novo para cima. O Mourinho dava muita confiança, não olhávamos para o adversário. Ninguém nos assustava. Sabíamos da nossa capacidade, éramos humildes também. Fortalecíamos mais as nossas fragilidades", contou o brasileiro, que também recordou a primeira vez que entrou no estádio da final, em Gelsenkirchen, em que o relvado era amovível. 

"Foi um dia especial. Nasci num lugar modesto, numa favela, cheguei lá e vi um estádio sem relvado. Pensei: 'Cadê' o campo? Depois é que me disseram o relvado saía para o lado de fora para apanhar sol. De loucos", disse no programa 'FC Porto em casa', onde esteve na companhia de Costinha e Jankauskas.

Por José Miguel Machado
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