Corona convenceu Sérgio Conceição

Mexicano reagiu de forma positiva à exigência do treinador e acabou com a única dúvida no onze para o arranque da 1.ª Liga, com o Estoril

• Foto: Filipe Farinha

Uma grande exibição de Jesús Corona, contra o Deportivo, acabou com a única dúvida no onze portista para o arranque da 1ª Liga, contra o Estoril. O mexicano vinha sendo o elo mais fraco na estrutura delineada por Sérgio Conceição. Todavia, o treinador não se precipitou e, mantendo a exigência elevada, transmitiu ao jogador uma confiança que finalmente teve retorno e logo no ensaio mais importante da pré-temporada.

As dificuldades que Corona vinha sentindo para elevar o seu nível de rendimento deram força à possibilidade de Ricardo Pereira subir no terreno, entrando Maxi para garantir a solidez defensiva. Todavia, pelo menos por agora, essa opção vai manter-se como plano B. O arranque da época oficial vai ter Corona como trunfo no flanco direito, ele que perante o Deportivo soltou finalmente o seu talento, algo que ainda não havia ocorrido nas últimas semanas.

O defeso foi complicado para Corona, dado que teve de abandonar a seleção mexicana que iria participar na Taça das Confederações devido a problemas pessoais que levantaram polémica. O facto de chegar menos desgastado do que seria normal ao FC Porto não produziu efeitos imediatos. Todavia, só os desatentos não repararam que, contra ventos e marés, Sérgio Conceição manteve sempre Corona como titular em todos os encontros em que o onze dos dragões foi conhecido.

Isso só não sucedeu contra o Chivas, quando Hernâni avançou, mas no caso especial de um jogo-treino que se realizou com menos de 48 horas de diferença em relação ao duelo anterior, com o Cruz Azul, sendo obrigatória uma maior rotação dos recursos disponíveis. Estreando-se o FC Porto na 1ª Liga em casa, perante o Estoril, a opção de Conceição é a de utilizar Corona como mais uma lança ofensiva pela direita.

Hernâni com muita pedra para partir

Estando Corona bem lançado para ser titular, e Ricardo Pereira com projeção suficiente para ser extremo, caso isso seja necessário, a fava deste bolo está garantida na fatia que vai sobrar para Hernâni. O trunfo do ex-vitoriano é a sua velocidade, mas nos ensaios que realizou pelo FC Porto ainda não a conseguiu conjugar como uma maior acutilância no ataque, seja no passe decisivo ou na finalização. A mensagem é a de que Hernâni ainda tem muita pedra para partir, dependendo da sua evolução o papel que terá na equipa.

Por Vítor Pinto
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