Divórcio à força com Lopetegui

Caso o técnico exija outro tipo de de valores, tema será retomado ao nível judicial

• Foto: Manuel Araújo

A SAD do FC Porto anunciou ontem à tarde ter rescindido unilateralmente o contrato de Julen Lopetegui, que vigorava até 2017. Face à falta de entendimento com o treinador espanhol, de 49 anos, tendo em vista uma desvinculação por mútuo acordo, os dirigentes azuis e brancos decidiram forçar o divórcio entre as partes, uma decisão que coloca um ponto final no assunto, pelo menos para já.

De acordo com o contrato coletivo de trabalho dos treinadores em Portugal, ao rescindir unilateralmente com Lopetegui o FC Porto terá de indemnizar o técnico na exata medida dos salários que este receberia até ao final do seu contrato - caso o espanhol volte a orientar uma equipa até junho de 2017, os dragões serão obrigados apenas a pagar a diferença entre o valor que o técnico auferiria na Invicta e o que ganhará no seu novo clube, caso este seja inferior.

Dando sequência à posição hoje anunciada pelo FC Porto, o assunto deverá ficar encerrado. No entanto, caso Julen Lopetegui entenda exigir outro tipo de valores, o tema terá de ser retomado ao nível judicial. Certo é que a decisão agora tomada pela SAD choca com a garantia que o próprio treinador deu no final do empate com o Rio Ave, que ditaria a sua demissão. "O presidente sabe que eu nunca serei um problema", disse, à altura, o técnico.

Note-se que, no mesmo comunicado enviado à CMVM, a SAD azul e branca vincou que "não existe, à data, qualquer negociação tendo em vista a contratação de um treinador para a equipa profissional de futebol". O vínculo com Julen Lopetegui não era um entrave legal à chegada de um novo técnico, mas, agora, Pinto da Costa pode focar-se unicamente neste dossiê.

Por André Monteiro e Nuno Barbosa
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