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FC Porto - Benfica, 0-2: A lição n.º 9 de Koeman

BENFICA PERFEITO E NUNO GOMES COMO CÉSAR BRITO

Dir-se-á que foi mais forte o hábito de Ronald Koeman vencer Co Adriaanse (completaram-se ontem 9 nove jogos sem que o actual treinador dos dragões consiga bater o seu compatriota) do que a tradição de o Benfica não ser capaz de ganhar no Porto. Pois bem, 14 anos depois da última vitória encarnada na Invicta, o Benfica reencontrou-se ontem com a história ao vencer com clareza e justiça. E, tal como há 14 anos, o jogo criou um herói. Nuno Gomes marcou os 2 golos – um de cabeça sem levantar os pés do chão (com Ricardo Costa e Bosingwa a apreciarem o gesto) e outro com o pé (desta vez Ricardo Costa teve a “atenção” de amortecer a bola para o ponta-de-lança). Mas não se livrou de ser “vítima” de duas agressões de Bruno Alves num momento em que ficou claro que o FC Porto só utilizou a cabeça para... acertar em Nuno Gomes.

Xadrez

Desta vez, não se viu o FC Porto prà frentex que tem sido imagem de marca de Adriaanse. No arranque do jogo, o FC Porto teve algum balanço ofensivo, alguma dinâmica mas nulo acerto. Pelo que se viu posteriormente, talvez tivesse mais engenho com Ricardo Quaresma em campo. Adriaanse preferiu Alan e acabou por perder duas apostas, pois Lisandro López (um dos melhores) saiu lesionado.

Koeman também não alinhou de forma apaixonada no futebol de ataque. Foi mais conservador na sua estratégia. Igual, aliás, à que utilizou em Manchester, só que desta vez com Karagounis em vez de Beto.

A 1ª parte acabou por isso por ser muito “fechada”. Foi quase como um clássico de... xadrez, até porque as lesões (de Miccoli e Lisandro) obrigaram a acertos tácticos. No Benfica, Nuno Gomes passou a ser o homem mais adiantado, tendo Karagounis atrás de si. No FC Porto, Jorginho foi para a direita e Diego assumiu a função de 10.

O resultado de tudo isto foi muito entusiasmo, muita emoção, mas pouca eficácia.

O FC Porto atacou mais (mas mal), o Benfica defendeu mais (e muito bem) e cada um teve a sua oportunidade: Simão, de cabeça (27’) ao lado, e McCarthy (30’) à “meia volta”, com Quim a defender.

Um russo em campo

O início da 2ª parte foi um sinal do que estava para vir. O Benfica apareceu mais articulado e à medida que subia no terreno via o FC Porto encolher-se. Em 5 minutos, Manuel Fernandes e Geovanni disparam de longe. Algo estava para mudar.

E mudou mesmo (e muito) com a entrada de Karyaka. Koeman percebeu que Ibson era um homem só (Lucho estava de rastos e Diego queria era a bola no pé) e com o russo em campo ganhou definitivamente a batalha do meio-campo.

Sem defesa

Em oito minutos, o Benfica marcou dois golos. Obra de Nuno Gomes, tendo em ambos os lances a intervenção de Karyaka, que levou a bola até a Nélson (no 0-1) e a Geovanni (no 0-2), de cujos pés saíram os cruzamentos para os golos.

Mas além do mérito benfiquista há a assustadora contribuição da defesa do FC Porto. Na equipa de Adriaanse, falar em defesa é falar de uma coisa que não existe. Ao contrário de outras vezes, em que a vertigem pelo ataque leva toda a gente para a frente, o problema não foi... não estarem lá. O problema é outro e também ficou bem à vista: trata-se de uma questão de classe, ou melhor da falta dela.

...Nem ataque

Para agravar a situação, o FC Porto ontem nem sequer teve ataque. Adriaanse não aproveitou a embalagem que Ricardo Quaresma trazia do jogo dos Sub-21 (e deu para perceber que poderia ter sido mais útil) e na 2ª parte só viu a equipa rematar à baliza aos... 79’!!!

Os dois golos de vantagem blindaram a confiança do Benfica e juntaram-se à solidez defensiva que acabou por ser o princípio de tudo. Assim se fez história 14 anos depois. Assim Koeman deu a lição nº 9 a Adriaanse.

Árbitro

Lucílio Baptista (4). Actuação autoritária, segura e com critério que merece o benefício da dúvida no amarelo a Karagounis que podia ter sido de outra cor...
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